terça-feira, 10 de abril de 2018

julgo para ser julgado

Bem direto o título. E até parece obvio se não lhes provocasse a uma reflexão. Venho acompanhando atentamente os passos institucionais e populares em convergência. Nem somente os repórteres estavam com aquela ofegante voz, dando o tom da importância da matéria Lula; não menos de 80 milhões de brasileiros falaram em algum momento dos dias 5/6.4.18 a palavra Lula, e independente da posição contra ou a favor, até poderia apontar que quem é contra fala mais de Lula dos que se declaram a favor. No contexto da última semana, o país claramente se dividiu em dois, nas ruas, nas empresas, nos departamentos públicos, nos municípios, nas instituições, nas famílias… o que caracteriza claramente que povoamos os níveis mais frágeis da democracia. Os meios mais difundidos diziam que esta prisão libertaria o Brasil.

Li muitos depoimentos e textos prós e contra Lula - é importante pra mim saber o que o povo brasileiro está falando - e por isso separei uma manifestação da escritora paranaense Caroline Acari, como ela mesma se define, nasceu de família conservadora em Curitiba, casou cedo com um homem rico, e não tinha mais que obrigações de mãe, esposa e integrante dos churrascos de domingo em família. Me conectei com Caroline pelas posições familiares e privilegiadas, pelo que a sua família interpretava e pelo que a minha família paterna me instigou a compartilhar, em relação aos negros e deseducados, em relação aos pobres e mau morados, em relação ao crime, aos moradores de rua e as drogas, em relação aos ambientes branqueados e as zonas irracionais das periferias, em relação a indiferença com tudo de "feio" que está ao nosso redor.

Um pouco antes, na semana santa deste 2018, quando fui a minha terra, Caém, no piemonte da chapada diamantina, o Brasil já estava armado. Caém é Brasil e por isso não pensa diferente. Entre vários encontros com a infância, a adolescência e com o mato que fez origem, na sexta-feira a noite se juntou a mesa enfrente a casa de um velho amigo uma turma de companheiros caenenses. A maioria já casados, de carreira em curso, de alguma forma bem adiantados, planeados, alimentados e motorizados. Todos ali, sem excepção, tivemos dignidade, oportunidades e família para saciar nossa fome, sede e outras básicas necessidades. Por um momento, que certamente chegaria, entramos no assunto nacional, nas questão que nos sufocava pelas indefinição: Lula deve ser preso ou não?

Começa o embate, vozes se exageram, o tom do encontro mudou. Me deparei com a nossa realidade. Um monte de branco interiorano, cheio de amor pra dar aos amigos e ódio a dar aos oprimidos. Até quando decidi usar minha voz para apontar o tom racista o qual estava a ouvir, quando ao mesmo tempo cada um tentava se defender da possível ofensa:

1. "mas eu não sou racista, trato todos os negros bem. agora essa balela de que negro merece privilegio pra entrar na universidade, pra ter uma vida digna, não me entra. Isso que é racismo…"

2. "claro, se a maioria nos altos cargos das empresas são brancos é porque os brancos se esforçaram mais, pergunta a seu irmão que é preto se ele já sofreu preconceito…" 
- meu irmão (que também estava presente e tem pele negra, disse:) - "sim, já sofri preconceito."

3. "negro não sofre preconceito, isso é migué pra roubar. os gays sofrem mais preconceito que os negros."

4. "isso é ilusão rafael, independente de ser preto, índio ou branco, o que vale é a criação, todo mundo é igual, nada de diferença de tratamento, se a pessoa não presta não é por causa da cor dele ou dela. e isso serve pra lula também, ele vem com essa conversinha de defensor dos pobres, mas não passa de um ladrão e tem que morrer na cadeia…"

5. "é isso mesmo, não tem nada a ver a cor da pele. tem gente que nasce pra ser vagabundo…"

etc…

No ato, tentei responder todas essas afirmações, reafirmando que eram justificativas e opinioes racistas, originarias de todos os problemas que temos. E pouco a pouco fui percebendo que teria dificuldades em fazê-los entender e confessar isto. Ainda mais por que estávamos em grupo e ninguém queria dar o braço a torcer. Nossas famílias conservadoras e machistas nos educaram assim. Mas claro, como nossa cultura também nos ensinou a somente julgar os outros e/ou as outras situações que não nos pertencem, recebi de forma mais educada um foda-se grupal, como presente da opressão e injustiça as quais estamos discutindo bem ali. Claro, não seria aquele grupo unido de cinco ou seis brasileiros privilegiados em prol de uma tese que iria se redimir as minhas ponderações. Porém, a reflexão sobrevive. E por lhes conhecerem desde a infância naquela nossa minúscula cidade rais, tenho firme a ideia que após aquele debate sublime, cada um daqueles meus queridos amigos não se livrarão com facilidade das suas próprias consciências.

Observem. Nossa característica cultural primordial é o julgamento. Todo brasileiro acha que tem o DOM de julgar. É algo celestial. E finco meu relato nisto simplesmente por achar que esse é nosso maior defeito. É muito fácil encontrarmos pessoas indignadas por estar sendo julgadas, mas pode perceber que esta mesma pessoa exerce esbanjadoramente o papel de julgador. Quanto mais se julga,  maior é a indignação quando se é julgado.

Temos, meu irmão e eu, mãe negra e pai branco. Família materna despolitizada e família paterna conservadora. Que fazer diante desses pilares? Para mim a solução foi simples, e digo isto após sofrer muito para encontrá-la, analisar a relação entre minhas próprias famílias; a relação, não entre minha mãe e meu pai que é ótima pelas peculiaridades do amor e da convivência sob o mesmo lar durante mais de trinta anos, mas entre a família de minha mãe e a família de meu pai ou a relação entre a família de meu pai e a família de minha mãe. Das faíscas e distúrbios compulsórios provocados pelos geradores de milhões jovens como meu irmão e eu, está a explicação para o maior e principal problema do nosso país. A injustiça, o preconceito e a opressão.

E é aí que Lula entra. Mediante infinitos atos e acontecimentos, desde o início de nossa breve história colonizadora, pelo menos nas minhas memórias e pesquisas históricas não aparece nenhum líder político importante que se preocupa com os importantes temas supracitados a não ser Lula. Estou seguro, é por isso que ele está preso.

Lula foi presidente da república e se omitiu em muitos pontos estratégicos, e por isso pondero minhas posições criticas sobre este sistema partidário corporativo, sobre esta constituição remendada, sobre este sistema tributário cruel com os mais pobres, sobre esta implosiva forma de construir representantes corruptos, sobre estas instituições públicas republicanas empoderadas pelo nobres sobrenomes do Brasil império, sobre o coronelismo que ainda reina nos municípios do norte-nordeste, sobre o super poder e incitação ao ódio da mídia hegemônica, sobre o fenótipo burguês paulistano que fede a perfume francês, sobre o culto ignorante as práticas inumanas estadunidenses, sobre a cultura de dar as costas ao nosso próprio continente e as culturas centro e sulamericanas, entre vários outros aspectos repudiantes. Muitos deles Lula ignorou por respeito a classe dominante ou por inocência. Mas agora não.

Agora Lula acordou, sua idade o encorajou a enfrentar os maiores problemas do Brasil. Sua voz rouca porém nítida e ouvida ecoa o que é de mais importante, grave e relevante. E lhes informo, não será calada pelos que defendem a livre expressão só para uns e para outros não. A voz de Lula está nas ruas, não por todos mas pela maioria que forma opinião.

E para mim virou questão honra defender o símbolo, e não apenas a pessoa Lula. Até por que não o conheço pessoalmente. O defendo, simplesmente, por não suportar mais ver nem ouvir falarem dos estereótipos vis: do ladrão e do honesto, do rico e do pobre, do burro e do inteligente.

Rafael Muricy

quinta-feira, 8 de março de 2018

Primeira reunião NFC e Rede Sustentabilidade - ATA



- Iniciou-se o encontro com apresentação de Rafael Muricy, membro da Nova Frente Caenense, durante 20 minutos, a comentar sobre o histórico sociopolítico caenense e as ações já executadas pela juventude no município. A palestra ponderou, especificamente, a deficiência dos gestores que
administraram e administram Caém, seus vicios eleitorais/reiros, insensibilidades socioeconômicas e a tradicional dependência de recursos institucionais dos orgãos estaduais e federais para solucionar necessidades básicas e fomentar novas atividades de bem estar e desenvolvimento educacional, cultural e econômico.
Rafael concluiu a abertura do encontro pedindo apoio da juventude e dos cidadãos com mentes renovadoras a unirem-se em prol da elaboração de um projeto moderno de administração pública, projetado com a participação direta de todos os caenenses a incluir as opinões descartadas das decisões importantes no que tange o planejamento geral dos recursos municipais vigentes e de todos os planos dos variados setores da nossa comunidade.

- Logo em seguida, concluido este primeiro momento do evento, a palavra foi dada a Reini Mota, membro da executiva estadual do partido Rede Sustentabilidade. Este, logo no inicio de sua participação, tratou de declarar os princípios fundamentais da Rede antes de acrescentar sua
característica predominante de partido político com ideias e ideiais plenos, robustos e progressistas. Uma instituição que trata de proliferar suas opiniões em todo o território nacional e internacional através de ações políticas independentes sem se preocupar tanto com outras linhas que buscam a divergência e o embate puramente eleitoral.

- Arison Bigodão, membro da NFC, logo em seguida, tomou a palavra inicial da segunda parte do encontro aberta a todos os participantes para reafirmar a característica renovadora do evento e do movimento, as necessidades frequentes que sofrem os caenenses, a focar com ímpeto a ausência histórica de políticas que incentivem o esporte, a cultura, entre outros instrumentos de desenvolvimento dos jovens que já são maioria e que frequentemente obrigam-se a buscar alternativas em outras localidades, ou, nos piores casos, o que não é incomum, adentrar-se no mundo das drogas e do crime.
Ademais, ainda com a palavra, Arison, que é empreendedor do setor de turismo e
entretenimento no município, concluiu enfatizando a ausência real dos poder público no incentivo, acompanhamento e impulso das potenciais e já existentes atividades turísticas do município.

- Em seguida foram registradas as declarações do vereador pelo terceiro mandato consecutivo, Pablo Piauhy. Este iniciou sua breve participação elogiando os realizadores do evento e logo em seguida optou por discordar das criticas inseridas aos poderes legislativo e executivo municipal. Segundo o vereador, o principal motivo da falta política voltadas os jovens é a ausência da juventude no debate político causada principalmente pelo desinteresse dos jovens pelos assuntos políticos em geral. De acordo com suas palavras, em toda sua carreira legislativa sempre houve baixíssima assiduidade por parte da juventude no questionamento e participação nos debates políticos do munícipio, tanto na zona urbana quanto rural. Segundo o mesmo, em Caém, há baixa perspectica de evolução política justamente pela rasa disponibilidade da população de pouca e média idade. Ao final Pablo se declarou entusiasmado com a possível chegada da Rede Sustentabilidade em Caém: "um partido novo com boas ideias".

- Logo, outro vereador entre quatro presentes, Toinho Araponga, manifestou seu apreço e admiração a essas novas manifestações políticas, principalmente no que se refere as propostas sensíveis a renovação política em terras caenenses. Relatou, como líder comunitário de primeiro mandato, sua dificuldade inicial, quando ainda decidia por candidatar-se, em conseguir um partido que lhe hospedasse, acrescentando ao termino de sua breve fala o desejo de poder participar de potenciais novos encontros e debates.

- Erosvaldo, jovem morador da localidade de Quebra-Coco, zona rural de fronteira entre os municípios de Caém e Saúde, foi o proximo a falar. Dentre seus argumentos o foco foi a crítica ao coronelismo e protecionismo institucional do sistema político brasileiro, principalmente nos
interiores do pais com ênfase na nossa região nordestina. Erosvaldo, sobriamente, relatou sua experiência ao tentar e não conseguir ilegitimamente participar do último peitol eleitoral como candidato a vereador na cidade vizinha. Disse haver sofrido perseguição e discriminação por ser pobre, jovem e habitante da zona rural, além de ter ouvido vários comentários diretos aonde tentavam lhe fazer "entender" que a política não era para pessoas com seu perfil. Erosvaldo mostrou interesse em filiar-se a Rede Sustentabilidade e estender ao seu município os ideias renovadoras da Nova Frente Caenense.

- Marcelo Almeida, membro da NFC, foi o próximo a manifestar-se. Comerciante caenense no ramo de produtos naturais, mostrou ser completamente a favor da intensificação do debate político na cidade, das discursões que buscam mais conteúdo e novas soluções para os problemas históricos da nossa região e da política nacional. Citou a necessidade de produzirmos novos instrumentos de comunicação como o incentivo a criação de imprensas escrita, falada e de video, além de outras varias ferramentas alternativas -redes sociais, debates públicos nas escolas, assembleias, conferências e encontros- que trabalhem na intensificação e enriquecimento da comunicação no nosso município e região.

- Debora Lola, empresária local do ramo financeiro, iniciou sua participação aclarando a importância da educação básica, pública e popular, a atingir todos os círculos sociais da nossa população. Pontuou sobre a a cultura anticidade dos caenenses, das ruas sujas, do rio poluído e da falta de noção geral sobre o bem estar geral da nossa comunidade. Acrescentou a importância da nova geração na construção de novos mecanismos geradores de renda, como o turismo e a agricultura; criticou os cartéis políticos e sugeriu a criação de estratégias para desarticulá-los; Débora concluiu expondo a ideia de buscarmos mais caenenses interessados e preocupados com o desenvolvimento futuro da nossa comunidade.

- Joel Andrade Filho, membro da NFC, enfermeiro e bancário, foi o próximo a falar e logo de primeira disse que o momento é de ação. Contestou as palavras do vereador Pablo Piauhy no que tange a inserção da juventude nos debates na sociedade, reafirmou a existência dos cartéis políticos e se colocou a disposição para sua desarticulação. Por fim, convocou os presentes para organizarem juntos ações de cidadania como multirões, feiras de serviços de saúde (exames, diagnórticos, consultas e recomendações), meio ambiente, eventos comunitários de esportes variados (não somente futebol), lazer, cultura (teatro, dança, artes plásticas), ciência, tecnologia e educação (feiras de livros, oficinas de leitura, escrita, idiomas, interpretações).

- Jane Andrade, foi a terceira vereadora a falar e praticamente concordou com todos os pontos discorridos até o momento no evento, incentivou as novas articulações políticas, as novas ideias, e se colocou a disposição para colaborar nas novas ações pretendidas pela frente. Além disso, já como colaboração, propôs um olhar sobre o tradicional e esquecido potencial de Caém na produção e cultivo das flores.

- José Gonçalves Pacheco, carinhosamente conhecido por todos os caenenses como Papa, introduziu sua fala referindo-se a importância da atuação das novas ideias por partes da nova geração do município e acrescentou sua imprescindível contribuição neste processo, salientando o projeto "Associação Progressista Bahiazinho", por ele fundado a quase duas décadas e que influenciou e influência centenas de jovens caenenses na vida atlética, educacional, disciplinar, social e profissional. Ademais, Papa citou a importância de algumas características culturais do nosso município, a falar das tradicionais festas profanas São Gonçalo do Amarante e São Pedro e do papel preponderante delas na evolução cultural do município.

- Fabio Queiroz, quarto e último vereador a se fazer presente e pronunciar-se no evento, representando a localidade de Gonçalo (maior e mais importante distrito do munícipio), frisou essencialmente a problemática histórica da fuga do capital caenense para outros municipios da região, evidenciando, como comerciante que também é, as dificuldades econômicas que Caém vive sobretudo pela inexistência de políticas públicas que priorizem a geração e circulação de renda.
O "Cartão Caenense" e "Associação Comercial" foram duas alternativas levantadas e discutidas neste momento do encontro, as quais contribuiriam robustamente para a resolução deste problema.

- Adriano Freitas, membro da NFC e empresário do ramo varejista, em suas poucas palavras manifestou total apoio as novas ideias explanadas no evento e se colocou a disposição em ajudar e participar do novo modelo administrativo que consolidar-se como opção para as próximas eleições municipais.

- André Almeida, membro da NFC e músico caenense, ressaltou a cultura que segundo ele sobrevive praticamente excluída dos recursos públicos.
André pontuou a importância de ações dos poderes públicos para viabilizar a participação e assessoramento direto de profissionais da cultura e artistas nas decisões municipais a respeito do que se deve investir em projetos culturais, como também na elaboração de calendários semestrais/anuais de eventos que enfoquem na formação e evolução dos jovens que serão o futuro de nossa terra.

- Lindemar, professor da rede municipal de ensino, fez menção a produção e comércio agrícola (outrora ativo, hoje desarticulado e degradado). Segundo o professor, ex-produtor de tomate, há uma demanda incalculável de medidas de apoio por parte do poder público municipal tanto na intermediação entre os produtores rurais, como na conexão entre projetos governamentais nas esferas estadual/federal e os produtores. " O que falta é criação e execução de projetos municipais condizentes com as características próprias do nosso município." Estas pequenas movimentações, segundo ainda o professor Lindemar, contribuiriam fortemente para o desembaraço da economia
local.

- Valdeci Muricy, produtora atacadista no ramo de confeção textil, trouxe ao debate dois pontos importantes: 1. a dificuldade dos produtores e comeriantes de desenvolverem-se diante dos crônicos problemas econômicos locais; e 2. a falta de sensibilidade dos diregentes públicos no que se refere
a valorização e priorização dos produtos, serviços e trabalhadores caenenses. Segundo a comerciante, na maioria dos governos municipais de Caém adotam empresas externas para prestar serviços de gerenciamento, construção e produção, além de importar a maioria demandada dos recursos materiais, minerais e alimentícios.

- Aurivanda Almeida, empresária no ramo de distrubuição de combustíveis, ressaltou exclusivamente a deficiência cultural de Caém no que se refere a comunicação e o debate.
Segundo Aurivanda, o povo caenense necessita abrir a cabeça para as novas ideias e perspectivas, trazendo como exemplo as boas experiências. A empresária concluiu manifestando sua dúvida em relação ao futuro de Caém e suas perspectivas possíveis de evolução e abertura de mentes, diante deste cenário retrógrado.

- Jackson Almeida, membro da NFC, iniciou a falar da importância do resgate da cultura tradicional caenense, de suas festas e manifestações culturais e artísticas, que segundo o mesmo foram desprezadas nas últimas décadas. Jackson conclamou sobre a necessidade de um novo modelo de representação política em Caém, convocando todos os setores, todas as pessoas interessadas, todos os grupos associados, a discutir os problemas reais da nossa comunidade e abrirem-se para novas e possíveis soluções baseadas no novo mundo que temos e nas novas possibilidades que nos rodeiam. Por fim, Jackson expôs sobre o interesse principal da união entre a Nova Frente Caenense e a Rede Sustentabilidade: elaborar um plano de propostas conciso e colocar a disposição da sociedade caenense.

Após todos se manifestarem, abriu a possibilidade de um novo encontro, a marcar data, local e horário, para constituição oficial da Comissão provisória do partido Rede Sustentabilidade Caém e ato de filiação para qualquer caenense interessado.

Ao fim foi servido coquetel para confraternização entre todos os presentes, saneado a muita euforia e perspectivas de termos um Caém sempre melhor.



Câmara Municipal de Vereadores de Caém, 27 de janeiro de 2018.
Nova Frente Caenense
Rede Sustentabilidade Caém






sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Reforma Previdenciária - Audiência Pública em Caém


Transformamos em pública a solicitação de Audiência Pública feita a Câmara Municipal de Caém, via correio etetrônico, hoje, 1º de setembro de 2017:


"
Caro, Silmar Matos
Senhor Presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Caém-Bahia.

Solicitamos de Vossa Excelência, como representante legal da casa, autorização e apoio para realização de uma Audiência Pública para a discussão da Proposta de Emenda à Constituição, de número 287, que visa à mudança das regras previdenciárias no Brasil.

Compreendemos que o tema é de máxima importância para a população do nosso município e que ainda faltam meios esclarecedores sobre os detalhes relevantes desta proposta de reforma.

Com o intuito de gerar informação sobre o assunto, solicitamos de vossa excelência, através deste ato escrito, a convocação de uma audiência pública, se possível for para o dia 06 de outubro de 2017- das 17 as 20 horas, instruída no propósito de debater o assunto na sede da Casa do Povo, o plenário do poder legislativo municipal.

Nesta oportunidade pretendemos convidar para proferir palestra sobre o tema, o professor Rafael Henrique Costa Santos de Jesus; graduado e mestre em História pela Universidade Federal da Bahia, professor da Rede Pública do município de Lauro de Freitas e conselheiro da CNTE - Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação.

Aproveitamos, contudo, para convidar os componentes dos poderes municipais legislativo, executivo e judiciário e todos os cidadãos, cidadãs e grupos associativos interessados no tema tanto no município de Caém como em sua região.

Aptos a esclarecer quaisquer informações adicionais.
"

Aguardaremos a confirmação por parte da casa legislativa para oficializar o convite a comunidade caenense e sua região.



-- equipe PolitiCaém

quinta-feira, 8 de junho de 2017

A lógica do Brasil República


A pauta é o financiamento corporativo das campanhas eleitorais, das votações no congresso e das decisões unilaterais de cada juiz até chegar no STF. Todas indecentes porém legitimadas após a o nascimento da constituição federal, três anos depois do fim da última ditadura militar. Inclusive, no último dia 4, aconteceu marcha militar e intervencionista em várias partes do país, a contar com Salvador.

Via um vídeo de Olavo de Carvalho, filósofo brasileiro residente em Boston nos estados unidos, quase um missionário para as novas gerações liberais do Brasil, e interpretava todos seus argumentos a favor das ditaduras militares na América do Sul, com ênfase na nossa. O manifesto manipulador defende a manutenção da truculência do estado armado, numa tentativa de vulnerabilizar as ações populares enfrentadoras dos atos opressores, como o de Michel Temer semanas passadas em Brasília.

Os palácios presidencial e da justiça e o congresso somente foram vistos de longe. A nossa frente e sobre nossas cabeças, aparelhados, estavam polícias, cavalos, helicópteros e armas truculentas advogadas pelos discípulos de Olavo. Mais atrás, no quintal da república, pisando no capim da esplanada dos ministérios, dia 24 de maio deste 2017, parte do gado, representada em grupos miúdos, fez ensaio de guerrilha e alguns jovens brasileiros desafiaram as forças armadas, dando dicas mínimas do que o povo brasileiro é capaz.

Na história da república, progressivamente, o poder estatal sempre deu impunidade a seus agentes institucionais, desde o fim do império, ao adaptar-se no modelo de república que se estabeleceu sem resistência do imperador. Quando diretamente esteve sob governos militares, as intervenções nunca foram combatentes da corrupção do estado apossado.

A decisão militar de centralizar o poder no eixo sudeste-sul, desestabilizando a autonomia dos estados; de instrumentalizar a produção agrícola e depois industrial para relevar a divisão de classes, retaliando o país de cima pra baixo; e o exagero na militarização das forças armadas, sintetizam os nossos governos militares. O que provocou no passar do tempo e sob o reflexo dos atos da república, o enfraquecimento progressivo de todas as forças desarmadas do país, até chegar ao extremo dos operadores públicos julgarem com propriedade suas próprias operações duvidosas. Surgem a desmoralização e desconfiança em grande escala, os escândalos de autoritarismo e as condenações ainda tíbias. Tíbias por que sabemos de onde vêm os principais líderes constitucionalistas – os que ajudaram a desenhar as leis do brasil atual – e quantos deles são condenáveis.

A maioria vem do berço da soberba institucional estabelecida também pela derradeira ditadura, regenerada na estratégia consolidada do golpe da re-democracia. Esta foi executada na prática por personalidades de todos os setores da sociedade, em maioria descendentes e representantes das proles carrapatistas alimentadas da sopa que mistura a velha republica, o estado novo e as extensas ditaduras. Servidores públicos, jornalistas, economistas, docentes e discentes, juristas, sociólogos, filósofos, médicos, sacerdotes, artistas... todos ofereceram representantes a pedir ordem para a manutenção de uma classe infectada pelo vírus do privilégio pseudo-republicano.

A herança cultural do último período militar reinante efetivamente por quase 25 anos, caracterizada principalmente pela violência, sacramentou nossa democracia pobre e liberal. Financiadora da ordem das classes desiguais.

Da mesma forma que o império constituiu a classe dos privilégios distribuindo títulos de nobreza, exatamente como seus pares monarcas europeus, dando-lhes chiqueza, a república (lembrando que o  primeiro presidente foi o marechal Deodoro da Fonseca, um militar), desde seu preâmbulo, e as ditaduras subsequentes, consagraram o fato conveniente, concedendo altos cargos públicos à velha classe privilegiada, convertida de monarquista a republicana a um só tiro.

Carvalho também citou dentro do mesmo contexto, e que acabou servindo de contradição de seu próprio argumento, que nos últimos 40 anos praticamente inexiste livros relevantes para o relato da nossa história. Emenda, não haver publicado exemplar algum consistente no Brasil, durante estas últimas quatro décadas, deste a literatura até a cinematografia.
Ao dar margem a sua interpretativa, observa-se, no entretanto, que a essência da precariedade que existe nestes quarenta anos é derivada, justamente, da dissidência do modelo opressor implantado pelo regime militar e suas práticas herdeiras., sobreviventes até hoje.

A política se constitui da força perceptiva de quem pode enxergar de forma sensível as características próprias do que estar ao seu redor. A polícia não. Quando ocorre a inexistência ou pelo menos a deficiência desta constituição, causada principalmente pela policialesca repressão do pensamento, o ambiente político, que deveria estar preservado pelas liberdades e interesses comuns, se torna vulnerável aos interesses invisíveis e individuais, que se tornam beneficiários de recursos indevidos e privilégios possivelmente intocáveis. Muito obstante da missão original do organismo público de arrecadação: facilitar a vida das pessoas.

Chegamos ao Brasil do século XXI com o protagonismo de apenas pouco mais de uma dezena de grupos corporativistas, extremamente capitalistas e globalizados. Estes grupos sobressaem, entre outros fatores, por sequestrarem o importante e supracitado exercício na percepção política nacional. São empresários de nível internacional, bem assessorados politicamente, porém brasileiros que usam muito bem a nossa linguagem informal (vide o "jeitinho brasileiro" de Gilberto Freire) para fraudar e comprar facilmente a procuração popular de funcionários e colaboradores da máquina pública. Ao invés do estado através de seus servidores se relacionarem com as demandadas necessidades populares, o fazem somente com estes grupos endinheirados que lhes garantem o enriquecimento e a propriedade real dos cargos e mandato.

A máscara dessa classe política patrimonialista dentro do nosso mais novo período de democracia cai pela inutilidade, ignorância, covardia e desonestidade; Inútil por não negar a corrupção desmascarada. Ignorante por ignorar as necessidades dos seus representados, fato que automaticamente a deslegitima da função representativa, Covarde por se blindar em última instância atrás do poder de opressão. E desonesta por creditar sua estrutura política ao capital credor.

Moral da história, em Brasília ou em qualquer município do país, como em Salvador ou em Caém, na totalidade desta república de zumbis, ocorre sistematicamente o mesmo esquema - líderes dos partidos políticos para elegerem-se vendem a própria alma - até aí não existe problema, cada um vende sua alma se quiser - também vendem a alma de sua terra e de seu povo para modernos operadores financeiros que nem alma tem.

Em troca de dinheiro para as campanhas eleitorais são assinados acordos de concessão ilegais e injustos, totalmente incompatíveis com o orçamento público, justificados claramente pelo risco do candidato e agente tomador do empréstimo não vencer as eleições e não lograr obter dinheiro publico para pagar.

Escancara-se, proporcionalmente, o entendimento que o velho Brasil republicano simplesmente está vendido para grupos empresariais. E as grandes, médias e pequenas cidades como Caém, Salvador e São Paulo, a exemplo da graúda maioria dos municípios brasileiros administrados pela Escola Republicana de Corruptos, estão vendidas também.

Campanhas mirabolantes financiadas pelo poder privado em troca de facilitar a concessão de verbas públicas, um exemplo recorrente, é assalto a população. O que fortalece a luta para estancar esta sangria injusta é a punição dede todos ou pelo menos da grande maioria dos servidores públicos envolvidos nessa farra. A penalização não deve visar somente os políticos escolhidos pela expressão popular, mas também os nomeados, comissionados, cooperadores, fornecedores e principalmente os concursados, aonde boa parte está enraizada num sistema corrompido, entre a estreita objetividade da burocracia estatal e o perverso patrimonialismo da nossa republica ainda miliciana, disfarçado de constituição cidadã..

Em 1889 o Brasil tinha 10 milhões de habitantes e 15% eram escravos. No atual não, há uma sociedade diversa, dinâmica, produtiva, criativa, bem humorada, porém, mal informada e passiva, consequentemente com um percentual de escravos bem superior ao daquela época. Mantedores da boa vida de uma classe privilegiada pendurada num estado assaltado, renegador do princípio fundamental de republica, a supremacia do interesse público sobre o privado.

O grito das massas do instante, ou somente o meu, é de vergonha do velho estado republicano que ainda somos e de desafio duma sociedade que quer virar país, ou países. Que vê o futuro, tem sede dele, mas que é atrapalhada pela estupidez de servidores e gangsters herdeiros. Espero que seja como nos nossos sonhos.


Por Rafael Muricy.


quarta-feira, 1 de julho de 2015

Nossa tradição

Foto: Flávio Cajado

Acompanhados de fotos, vídeos e figurinhas ilustrativas, admiro e curto uns quantos “linda Caém”, “orgulho de ser caenense” nas redes sociais. Fico emocionado com manifestações de amor, sempre fiquei, ainda mais com aquelas que convergem com as minhas. Pena que são sazonais.

Revirando o histórico de nossa terra, vendo suas oportunidades escassas, sua coronelização visceral que sempre palanqueia pessoas de todos os tipos, sua organização político-manipuladora na montagem de grupos e famílias que se autodenominam tradicionais (traduzindo: melhores que as outras) e suas injustiças provocadas pela boa fé dos caenenses “normais”, o que me resta é derrubar um pouco das idealizações e simplesmente derreter-me diante da força de um personagem – este me mostra principalmente nestes momentos, enxergo-lhe bem agora, os gestos de uma simples e grande ação.

Sou descrente, mas quando me refiro a Caém, coisa que não faço já faz um tempo, publicamente, sempre me esforço para minar todas as influências céticas que pairam sobre meus miolos - em Caém e sobre a pauta de Caém, tento crer e pedir a todos os deuses que se propõem existência!
E neste fim de semana então, fazendo coro aos irmãos caeneneses, como deveria de ser, também estou feliz e quase orgulhoso. Pularei ainda mais que agora, amparado pelo chão da grota ainda florida em harmonia, com música, abraços e bandeirolas. Como é bom compartilhar e desfrutar da nossa (essa sim) tradicional festa junina.

Para não me estender a prosa como de costume (prolixidade não combina com festa), concluo e resumo na insistência de agradecer e perdoar informalmente, no estilo que espero nunca abandonar-me: meus cumprimentos fraternos ao responsável por reacender, mais uma vez, o brilho dos olhos lindos de nossa terrinha; e meu perdão humano a quem um dia tentou e percebo que ainda tenta, involuntariamente, apagá-lo.

Olhando nos olhos da euforia, com olhar giraense, quase rezando digo, obrigado e viva a tu São Pedro!


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Quem publicou isso?



Estou cada vez mais ciente de que a mídia detém o maior poder na atual sociedade... Num país onde não se vê interesse em pesquisa e/ou desconfiança ao que é propagado pela grande mídia, e que maioria das pessoas prefere estar errada e com muitos ao invés de certa e sozinho, fica fácil se manipular cada vez mais escancaradamente as pessoas e imprimir um sentimento geral ao qual a maioria que teoricamente os “sentem” não sabem explicar nem o por que de sentirem.
Acho muito válido o fato dos cidadãos brasileiros estarem cada vez mais interessados em entender e reivindicar pelo que está ocorrendo e sempre ocorreu no cenário nacional, ao mesmo tempo em que me preocupo com as fontes, e a forma com que as notícias estão sendo interpretadas pelas pessoas.
Sendo bem sincero e com muito respeito, é preciso atentar aos novos “interessados” à politica nacional que a notícia vai além da manchete, e que os ditos “grandes analistas” que escrevem a favor de veículos de comunicação imparciais sabem que o texto não é analisado por completo, e ganham pontos em cima de vocês “pseudorrevolucionários” para atingirem objetivos pessoais. 
Sobre os cortes de gastos que ocorrem no país, é bom lembrar que são necessários e seriam feitos por qualquer eleito nesse ultimo pleito, apesar da presidente não ter admitido em campanha (lembrem-se que estamos falando de políticos).
Porém a partir do momento que a burguesia sustentada pelo esforço dos mais necessitados se sente atingida pelas medidas, e o candidato de apoio direto a tal classe não está no comando, abre-se uma brecha perfeita, esses se alimentem-se dessa mídia pretensiosa, e empurrem em cima justamente dos mais necessitados que “coincidentemente” são donos da maioria de votos, uma ideia “revolucionaria” a qual esses receptores/propagadores nem sabem justificar direito porque a defendem, para formar “revoltados” com a intenção de virar o jogo para “o país” (ops, em benefício próprio). E é realmente triste ver o quanto isso está dando certo. 

Não tenho intenção alguma em frear o interesse por política, e a tomada de posições a respeito dos rumos nacionais, mas filtrar informações, e mais importante, apurar e DESCONFIAR do que se propaga torna-se cada vez mais necessário. Aproveitemos que estamos mais ligados aos fatos para antes de propagarmos notícias perguntarmo-nos - Quem publicou isso??





terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Simples e humildes

Foto: Flavio Cajado

Protagonizamos campanhas, manifestações intuitivas, passivas e proativas, sentimentos entusiasmados dignos de dignas representações. Anexamos pedidos raros, mal acostumados e óbvios. Na verdade os mendigamos, para que tenham alguma chance de serem ouvidos, atendidos e transitados.
A história, incluindo o presente, tem sido cruel com nossa terra. Sacrificamo-nos pela atenção, pela sensibilidade dos que devem militar seu exercício. Somos reféns da sina interminável, das demandas das nossas ações, manifestações e interpretações. Nas experiências vividas – imprescindíveis –, não canso de questionar e interpretar os desafios fomentadores da interação de uma comunidade, por mais humilde e simples que ela seja – porque temos sempre menos do que podemos ter? Melhor: porque, em geral, somos sempre menos do que podemos ser?
A metade agradece entediada, alucinada pela ilusão de satisfação, e a outra se faz de cega e vibra das deficiências alheias, combustíveis da estagnação.
O problema é o poder! É nele que mora a vaidade, é ele que ainda move, decide e sacrifica e pisa na cabeça dos comandados. O instinto vaidoso é que ainda faz tudo isso acontecer?
Somos humildes, simples. Repito.  Mas insistimos em alimentar-nos dos sentimentos ignorantes e arrogantes. É possível vivermos do poder?
Creio na realidade, na capacidade nossa, das famílias, de criar, compartilhar e viver; creio nos jovens atentos e nos maduros intuitivos (que também desfrutaram da juventude um dia). Ambos devem menosprezar a ignorância, o alimentador virtual e separatista das fontes individualistas que manipulam a sede de beber e a fome de comer.
Em Caém por exemplo, somos poucos, amigos, ainda que cumprimos rigidamente as regras pequenas do egoísmo, do ter em sacrifício do ser.
Não me convidem para o coro superficial da política mesquinha, vendada para a coletividade. Ela sobrevive da valorização excessiva dos desejos individuais. Podemos viver sozinhos?
Enquanto meditarmos intimamente, também nos moldes políticos, somente nos “sonhos” pessoais, seremos conduzidos sempre como gado. E sem percebermos. Acredito que podemos sonhar um pouco mais, porém, precisamos de partes colaboradoras, não detentoras.
O PolitiCaém segue sua plena atividade, com simplicidade e humildade. Cremos que Caém carece de comunicação, da manutenção evolutiva dos nossos ambientes comunitários, das vozes caladas que podem contribuir e da juventude que enxerga seu protagonismo.



sexta-feira, 12 de setembro de 2014

O peso da Morte




Eduardo Campos (que Deus o tenha) morreu e o nosso espírito emotivo logo culminou. Nada contra o ilustre e eterno amado do povo pernambucano que por lá tanto fez, até porque bem antes dele firmar-se sua candidatura eu já discutia com Rafael (o gênio da política) afirmando que meu voto era dele. O que me impressiona é a hipocrisia do povo através das famosas redes sociais, aliás, hoje em dia é moda não conversar mais. Como o homem que tinha menos de 10% nas pesquisas divulgadas passou a ter mais de 40% nas intenções de voto caso ele ressuscitasse?  

Fácil saber: "A morte abre a porta da fama e fecha a da inveja". 

Mesmo o político que tem suas contribuições benéficas para com o seu povo tem que morrer para ser reconhecido nesse país. Fica a dica para quem pretende ser bem visto na sociedade. Morram!

Pronto; agora até o sorridente Aécio Neves por alguns instantes achando que iria se dá bem com a morte de Eduardo fez lá o seu teatro frente às câmeras. Meu irmão, meu camarada, crescemos juntos na política, tinha muito que crescer e bla bla bla bla blaaaa......De nada adiantava, Aécio se perdeu fazendo campanha em algum pedaço desse pequeno grande país, ou quem sabe ele já entrou perdido.   

Particularmente, por um instante achei que Dilma nem precisaria mais fazer campanha, era uma reeleição certa. Mas, e o PSB? Ganhou mesmo perdendo! Perdeu o seu melhor político, sua força partidária, mas ganhou a comoção nacional. Já na primeira pesquisa Marina (escolhida com um pé e meio atrás do partido inicialmente) iguala matematicamente o mineiro Aécio Neves, na segunda já iria para o segundo turno com Dilma, hoje Aécio e o PSDB já estão mais preocupados nos ministérios e demais cargos que irão possivelmente ocupar apoiando a futura presidente do PSB que sua própria campanha.

Reza a lenda que os últimos serão os primeiros. Quem viver verá!



Por Neto Muricy

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Filosofia Política




Pensei em muitos temas para este artigo, mas relendo um velho livro, chamado “O Mundo de Sofia”, ocorreu-me a ideia de discorrer sobre esse tema em questão.

De forma abrangente o sentido da palavra Política está ligado a “debate”, “discussão de ideias”. Mas, de acordo com o dicionário, Política é a ciência que governa os povos, a direção de um Estado. É originada da palavra grega pólis, que significa “cidade”. Portanto, diz respeito às relações existentes entre os indivíduos inseridos num contexto social. A Filosofia Política é justamente isso, a preocupação do homem em discutir o papel social e coletivo dos integrantes de uma sociedade.

Todo ser humano é um político (no sentido amplo da palavra), mas a maioria tem medo de discutir acerca dessa palavra. Muitos a antipatizam. Mas como?  Se quando falamos da novela, do futebol, da corrupção... estamos sendo políticos, por via das discussões de ideias - para que possamos fazer isso, precisamos entender o mínimo que seja de política. Só assim poderemos participar, interpretar as decisões tomadas e concebê-las como boas ou ruins.

Para Aristóteles, todo homem é um “ser político”. Portanto, se por natureza, o ser humano também faz-se um animal político-social, porque não falar sobre a famigerada política? Não se discute pela isenção de preparo, desde cedo, para o debate progressivo das ideias, e pelo medo, constituído da pobreza de argumentos. Somos estranhos dos argumentos, simplesmente, pela falta de leitura, por não estudarmos tais assuntos.

Daí, infelizmente, vem outro problema, a confusão que a maioria provoca entre política e politicagem. Politicagem não passa de uma imagem invertida e distorcida da ciência política. Insistindo em citar o dicionário, ele diz que politicagem é o mesmo que manobras de interesses pessoais, de troca de favores, ou de realizações insignificantes - o que não queremos, nem podemos ver, é a maligna politicagem se transformar em política. A população, muitas das vezes por ignorância, habitua-se a presenciar conchavos e ser manipulada como moeda de troca. O que é um absurdo!

Para quem ainda não sabe a diferença, vamos às comparações: fazer POLÍTICA é distribuir de forma igual, as verbas recebidas, na POLITICAGEM é, irredutivelmente, acobertar a corrupção; POLÍTICA é discutir melhorias em prol de uma sociedade como um todo, POLITICAGEM é contar mentiras mascaradas de verdades, roubando o sonho e a esperança do povo. 

Enfim, a politicagem sobrevive graças a existência mesquinha dos “politiqueiros”.

A verdadeira política só se faz por quem conhece, por quem tem talento, por quem tem vocação. É uma prática que se manuseia com projetos, esperança, com o futuro. É uma arte que demanda competência, essencialmente.

O meu desejo é por uma sociedade com mais consciência política e menos politicagem!




terça-feira, 3 de setembro de 2013

O que falar de nossa atual Caém

FOTO: Flávio Cajado


Saudades de falar à Caém. Culpa das ocupações e sensibilidade de quem vos fala, em entender que é sempre bom dá tempo aos seus leitores. Evita-se o enjoo.

Temos bons ventos em nossa terra, naturalmente como sempre ocorre nos inicios das gestões. Venho interagindo, como de costume, com muitos diferentes de mim e sempre ouço boas novas, típicas das novas ideias, do jeitinho que nossa Caém merece. Quando o silencio flutua, é sinal bom, típico do controle. Como um bom vaqueiro domando um cavalo arredio, somente pelas suas rédeas.

Falando de controle, a pauta das conversas políticas atuais é atribuir ao nosso novo prefeito uma ímpar inteligência – “como ele é esperto Rafael!” Me dirigem tanto os “oposicionistas”, que sempre torceram o nariz, quanto os que se dizem da situação, mas que depositam, disfarçadamente, é claro, desconfiança no líder –. Não penso assim, me desculpem, não é porque desacreditamos integralmente ou em parte ao que foi proposto por Arnaldinho em tempos de campanha, e até em sua trajetória política, que tenhamos de descaracterizar um bom início de governo. Não tenho problema em ressaltar que a faixa inaugurativa agrada, nem foi feito tanto, nem é humano fazer algo grande em apenas oito meses de administração, entretanto, a boa postura adotada por um representante político, quando observa um município ou entidade como uma empresa que precisa crescer e obter lucros, me alegra.

Esperamos que a seriedade vire obstinação, e o estilo improdutivo, que sempre dominou e em nada pôde colaborar com nossa terra, por quase cinco décadas, com breves exceções, sirva de aprendizado para esta nova gestão. Sabemos o quanto e para quantos essas novas ações são capazes de incomodar. Como entender a cabeça dos que insistem em torcer contra, quando o progresso de nossa velha terra é o nosso próprio progresso?

Por isto, entre muitas outras variáveis, devemos, enquanto cidadãos e, assim, detentores da observação contínua de nossa Caém, lutar contra tudo que arda negativo, incentivar o que é feito de boa fé e minar quem/o que sempre tenta destruir, em detrimento de recompensas pessoais.


Antes que o coro da discórdia se prolifere, me antecipo: se hoje venho a agir com concordância, é, sob a minha opinião, pela certa sensibilidade com vem sendo conduzida a atual administração, porém, quando o errado, através das más decisões, teimar em aparecer no mirante de nossa prefeitura, a cobrança firme, pelo menos de minha parte, também se apresentará. 



Rafael Muricy tem 27 anos, nasceu em Caém, é Consultor em gestão pública e blogueiro dos Portais PolitiCaém e ElefanteVerde SalvadorDiscute política no contexto social.