sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Reforma Previdenciária - Audiência Pública em Caém


Transformamos em pública a solicitação de Audiência Pública feita a Câmara Municipal de Caém, via correio etetrônico, hoje, 1º de setembro de 2017:


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Caro, Silmar Matos
Senhor Presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Caém-Bahia.

Solicitamos de Vossa Excelência, como representante legal da casa, autorização e apoio para realização de uma Audiência Pública para a discussão da Proposta de Emenda à Constituição, de número 287, que visa à mudança das regras previdenciárias no Brasil.

Compreendemos que o tema é de máxima importância para a população do nosso município e que ainda faltam meios esclarecedores sobre os detalhes relevantes desta proposta de reforma.

Com o intuito de gerar informação sobre o assunto, solicitamos de vossa excelência, através deste ato escrito, a convocação de uma audiência pública, se possível for para o dia 06 de outubro de 2017- das 17 as 20 horas, instruída no propósito de debater o assunto na sede da Casa do Povo, o plenário do poder legislativo municipal.

Nesta oportunidade pretendemos convidar para proferir palestra sobre o tema, o professor Rafael Henrique Costa Santos de Jesus; graduado e mestre em História pela Universidade Federal da Bahia, professor da Rede Pública do município de Lauro de Freitas e conselheiro da CNTE - Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação.

Aproveitamos, contudo, para convidar os componentes dos poderes municipais legislativo, executivo e judiciário e todos os cidadãos, cidadãs e grupos associativos interessados no tema tanto no município de Caém como em sua região.

Aptos a esclarecer quaisquer informações adicionais.
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Aguardaremos a confirmação por parte da casa legislativa para oficializar o convite a comunidade caenense e sua região.



-- equipe PolitiCaém

quinta-feira, 8 de junho de 2017

A lógica do Brasil República


A pauta é o financiamento corporativo das campanhas eleitorais, das votações no congresso e das decisões unilaterais de cada juiz até chegar no STF. Todas ilegais e iniciadas oficialmente após a elaboração da constituição federal, três anos depois do fim da última ditadura. Inclusive, no último dia 4, aconteceu marcha militar e intervencionista em várias partes do país, a contar com Salvador.

Via um vídeo de Olavo de Carvalho, filósofo brasileiro residente em Boston nos estados unidos, quase um missionário para as novas gerações liberais do Brasil, e interpretava todos seus argumentos a favor das ditaduras militares na américa do sul, com ênfase na nossa. O manifesto manipulador defende a manutenção da truculência do estado armado, numa tentativa de vulnerabilizar as ações populares enfrentadoras dos atos opressores, como o de Michel Temer semanas passadas em Brasília.

Os palácios presidencial e da justiça e o congresso semente foram vistos de longe. A nossa frente, embarreirados, estavam polícias, cavalos, helicópteros e armas golpistas. Mais atrás, no quintal da república, sobre o capim da esplanada dos ministérios, no dia 24 de maio deste 2017, parte do gado, representada em grupos miúdos, fez ensaio de guerrilha e alguns jovens brasileiros componentes desafiaram as forças armadas, dando dicas mínimas sobre o que o povo brasileiro é capaz.

Na história da república, progressivamente, o poder estatal sempre deu impunidade a seu corpo humano e por consequência o institucional, desde o fim do império, ao adaptar-se no modelo de república que se estabeleceu sem resistência do imperador. Quando diretamente esteve sob governos militares, as intervenções nunca foram combatentes a corrupção do estado aparelhado.

A decisão militar de centralizar o poder no eixo centro-sul, desestabilizando a autonomia dos estados; de instrumentalizar a produção agrícola e depois industrial para relevar a divisão de classes, retaliando o país de cima pra baixo; e o exagero na militarização das forças armadas, para mim, resumem os nossos governos militares. O que provocou no passar do tempo e sob o reflexo dos atos da república, o enfraquecimento progressivo de todas as forças desarmadas além do estado, até chegar ao extremo dos operadores públicos julgarem com propriedade suas próprias operações. Surgem a desmoralização e desconfiança em grande escala, os escândalos e as condenações ainda tíbias. Tíbias por que sabemos de onde vêm os principais líderes constitucionalistas – os que ajudaram a desenhar a lei do brasil atual – e quantos deles são condenáveis.

A maioria vem do berço da soberba institucional estabelecida também pela derradeira ditadura, regenerada na estratégia consolidada do golpe da re-democracia. Esta foi executada na prática por personalidades de todos os setores da sociedade, em maioria descendentes e representantes das proles carrapatistas alimentadas da sopa que mistura a velha republica, o estado novo e as extensas ditaduras. Servidores públicos, jornalistas, economistas, docentes e discentes, juristas, sociólogos, filósofos, médicos, sacerdotes, artistas... todos ofereceram representantes a pedir ordem para a manutenção de uma classe infectada pelo vírus do privilégio pseudo-republicano.

A herança cultural do último período militar reinante efetivamente por quase 25 anos, caracterizada principalmente pela violência, sacramentou nossa democracia pobre e liberal. Financiadora da ordem das classes desiguais.

Da mesma forma que o império constituiu a nobreza distribuindo títulos aos apadrinhados, dando-lhes chiqueza. A república, desde seu preâmbulo, e as ditaduras subsequentes, consagraram o fato conveniente, concedendo altos cargos públicos. Nascia a nova elite.

Carvalho também citou dentro do mesmo contexto, e que acabou servindo de contradição de seu próprio argumento, que nos últimos 40 anos praticamente inexiste livros relevantes para o relato da nossa história. Emenda que não há publicado exemplar nenhum consistente no Brasil, durante estas últimas quatro décadas, da literatura até a cinematografia.

Para mim há várias, mas respeito sua interpretativa. No entretanto, a essência da precariedade que existe nesses quarenta anos é derivada, justamente, da dissidência do modelo opressor implantado pelo regime militar e suas práticas herdeiras. Sobreviventes até hoje.

A política se constitui da força perceptiva de quem pode enxergar de forma sensível as características próprias do que estar ao redor. A polícia não. Quando ocorre a inexistência ou pelo menos a deficiência desta constituição, causada principalmente pela policialesca repressão do pensamento, o ambiente político, que deveria estar preservado pelas liberdades e interesses comuns, se torna vulnerável aos interesses invisíveis e individuais, que se tornam beneficiários de recursos indevidos e privilégios intocáveis. Muito obstante da missão original do organismo público de arrecadação: facilitar a vida das pessoas.

Chegamos ao Brasil do século XXI com o protagonismo de apenas pouco mais de uma dezena de grupos corporativistas, extremamente capitalistas e globalizados. Estes grupos sobressaem, entre outros fatores, por sequestrarem o importante e supracitado exercício na percepção política nacional. São empresários de nível internacional, bem assessorados politicamente, porém brasileiros que usam muito bem a nossa linguagem informal e jeitosa para fraudar e comprar facilmente a procuração popular de funcionários e colaboradores da máquina pública. Ao invés do estado através de seus servidores se relacionarem com as demandadas necessidades populares, o fazem somente com estes grupos endinheirados que lhes garantem o enriquecimento e a compra do mandato.

O cargo não pode ser vendido nem comprado, senão o representado será o dono do dinheiro, não o eleitor consciente.

A máscara dessa classe política patrimonialista dentro do nosso mais novo período de democracia cai pela inutilidade, ignorância, covardia e desonestidade; Inútil por não negar a corrupção desmascarada. Ignorante por ignorar as necessidades dos representados, fato que automaticamente a ilegítima da função representativa. Covarde por se blindar em última instância atrás do poder de opressão. E desonesta por creditar sua estrutura política ao capital credor.

Moral da história, em Brasília ou em qualquer município do país, como em Salvador ou em Caém, na totalidade desta república de zumbis, ocorre sistematicamente o mesmo esquema - líderes dos partidos políticos para elegerem-se vendem a própria alma, até aí não existe problema, cada um vende sua alma se quiser, o problema é que também vendem a alma de sua terra e de seu povo para modernos operadores financeiros que nem alma tem.

Em troca de dinheiro para as campanhas eleitorais são assinados acordos de concessão ilegais e exagerados, totalmente incompatíveis com o orçamento público, justificados claramente pelo risco do candidato e agente tomador do empréstimo não vencer as eleições.

Escancara-se, proporcionalmente, o entendimento que o velho Brasil republicano simplesmente está vendido para grupos empresariais. E as grandes, médias e pequenas cidades como Caém, a exemplo da graúda maioria dos municípios brasileiros administrados pela Escola Republicana de Corruptos, estão vendidas também.
Campanhas mirabolantes financiadas pelo poder privado em troca de facilitar a concessão de verbas públicas, um exemplo recorrente, é assalto a população. E enfim já está dando cadeia.  O que fortalece a luta para estancar esta sangria injusta, punindo todos ou pelo menos a grande maioria dos servidores públicos envolvidos nessa farra. A penalização não deve visar somente os políticos escolhidos pela expressão popular, mas também os nomeados, comissionados, cooperadores, fornecedores e principalmente os concursados, aonde boa parte está enraizada num sistema corrompido, entre a estreita objetividade da burocracia estatal e o perverso patrimonialismo da nossa republica ainda miliciana.

Em 1889 o Brasil tinha 10 milhões de habitantes e 15% eram escravos. No atual não, há uma sociedade diversa, dinâmica, produtiva, criativa, bem humorada, porém mal informada e passiva e com um percentual de escravos bem superior ao daquela época. Mantedores da boa vida de um estado provadamente inconstitucional, por renegar seu princípio fundamental, a supremacia do interesse público sobre o privado.

O grito das massas do instante, ou somente o meu, é de vergonha do velho estado republicano que ainda somos e de desafio duma sociedade que quer virar país, ou países. Que vê o futuro, tem sede dele, mas que é atrapalhada pela estupidez de servidores herdeiros. Espero que seja como nos nossos sonhos.


Por Rafael Muricy.


quarta-feira, 1 de julho de 2015

Nossa tradição

Foto: Flávio Cajado

Acompanhados de fotos, vídeos e figurinhas ilustrativas, admiro e curto uns quantos “linda Caém”, “orgulho de ser caenense” nas redes sociais. Fico emocionado com manifestações de amor, sempre fiquei, ainda mais com aquelas que convergem com as minhas. Pena que são sazonais.

Revirando o histórico de nossa terra, vendo suas oportunidades escassas, sua coronelização visceral que sempre palanqueia pessoas de todos os tipos, sua organização político-manipuladora na montagem de grupos e famílias que se autodenominam tradicionais (traduzindo: melhores que as outras) e suas injustiças provocadas pela boa fé dos caenenses “normais”, o que me resta é derrubar um pouco das idealizações e simplesmente derreter-me diante da força de um personagem – este me mostra principalmente nestes momentos, enxergo-lhe bem agora, os gestos de uma simples e grande ação.

Sou descrente, mas quando me refiro a Caém, coisa que não faço já faz um tempo, publicamente, sempre me esforço para minar todas as influências céticas que pairam sobre meus miolos - em Caém e sobre a pauta de Caém, tento crer e pedir a todos os deuses que se propõem existência!
E neste fim de semana então, fazendo coro aos irmãos caeneneses, como deveria de ser, também estou feliz e quase orgulhoso. Pularei ainda mais que agora, amparado pelo chão da grota ainda florida em harmonia, com música, abraços e bandeirolas. Como é bom compartilhar e desfrutar da nossa (essa sim) tradicional festa junina.

Para não me estender a prosa como de costume (prolixidade não combina com festa), concluo e resumo na insistência de agradecer e perdoar informalmente, no estilo que espero nunca abandonar-me: meus cumprimentos fraternos ao responsável por reacender, mais uma vez, o brilho dos olhos lindos de nossa terrinha; e meu perdão humano a quem um dia tentou e percebo que ainda tenta, involuntariamente, apagá-lo.

Olhando nos olhos da euforia, com olhar giraense, quase rezando digo, obrigado e viva a tu São Pedro!


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Quem publicou isso?



Estou cada vez mais ciente de que a mídia detém o maior poder na atual sociedade... Num país onde não se vê interesse em pesquisa e/ou desconfiança ao que é propagado pela grande mídia, e que maioria das pessoas prefere estar errada e com muitos ao invés de certa e sozinho, fica fácil se manipular cada vez mais escancaradamente as pessoas e imprimir um sentimento geral ao qual a maioria que teoricamente os “sentem” não sabem explicar nem o por que de sentirem.
Acho muito válido o fato dos cidadãos brasileiros estarem cada vez mais interessados em entender e reivindicar pelo que está ocorrendo e sempre ocorreu no cenário nacional, ao mesmo tempo em que me preocupo com as fontes, e a forma com que as notícias estão sendo interpretadas pelas pessoas.
Sendo bem sincero e com muito respeito, é preciso atentar aos novos “interessados” à politica nacional que a notícia vai além da manchete, e que os ditos “grandes analistas” que escrevem a favor de veículos de comunicação imparciais sabem que o texto não é analisado por completo, e ganham pontos em cima de vocês “pseudorrevolucionários” para atingirem objetivos pessoais. 
Sobre os cortes de gastos que ocorrem no país, é bom lembrar que são necessários e seriam feitos por qualquer eleito nesse ultimo pleito, apesar da presidente não ter admitido em campanha (lembrem-se que estamos falando de políticos).
Porém a partir do momento que a burguesia sustentada pelo esforço dos mais necessitados se sente atingida pelas medidas, e o candidato de apoio direto a tal classe não está no comando, abre-se uma brecha perfeita, esses se alimentem-se dessa mídia pretensiosa, e empurrem em cima justamente dos mais necessitados que “coincidentemente” são donos da maioria de votos, uma ideia “revolucionaria” a qual esses receptores/propagadores nem sabem justificar direito porque a defendem, para formar “revoltados” com a intenção de virar o jogo para “o país” (ops, em benefício próprio). E é realmente triste ver o quanto isso está dando certo. 

Não tenho intenção alguma em frear o interesse por política, e a tomada de posições a respeito dos rumos nacionais, mas filtrar informações, e mais importante, apurar e DESCONFIAR do que se propaga torna-se cada vez mais necessário. Aproveitemos que estamos mais ligados aos fatos para antes de propagarmos notícias perguntarmo-nos - Quem publicou isso??





terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Simples e humildes

Foto: Flavio Cajado

Protagonizamos campanhas, manifestações intuitivas, passivas e proativas, sentimentos entusiasmados dignos de dignas representações. Anexamos pedidos raros, mal acostumados e óbvios. Na verdade os mendigamos, para que tenham alguma chance de serem ouvidos, atendidos e transitados.
A história, incluindo o presente, tem sido cruel com nossa terra. Sacrificamo-nos pela atenção, pela sensibilidade dos que devem militar seu exercício. Somos reféns da sina interminável, das demandas das nossas ações, manifestações e interpretações. Nas experiências vividas – imprescindíveis –, não canso de questionar e interpretar os desafios fomentadores da interação de uma comunidade, por mais humilde e simples que ela seja – porque temos sempre menos do que podemos ter? Melhor: porque, em geral, somos sempre menos do que podemos ser?
A metade agradece entediada, alucinada pela ilusão de satisfação, e a outra se faz de cega e vibra das deficiências alheias, combustíveis da estagnação.
O problema é o poder! É nele que mora a vaidade, é ele que ainda move, decide e sacrifica e pisa na cabeça dos comandados. O instinto vaidoso é que ainda faz tudo isso acontecer?
Somos humildes, simples. Repito.  Mas insistimos em alimentar-nos dos sentimentos ignorantes e arrogantes. É possível vivermos do poder?
Creio na realidade, na capacidade nossa, das famílias, de criar, compartilhar e viver; creio nos jovens atentos e nos maduros intuitivos (que também desfrutaram da juventude um dia). Ambos devem menosprezar a ignorância, o alimentador virtual e separatista das fontes individualistas que manipulam a sede de beber e a fome de comer.
Em Caém por exemplo, somos poucos, amigos, ainda que cumprimos rigidamente as regras pequenas do egoísmo, do ter em sacrifício do ser.
Não me convidem para o coro superficial da política mesquinha, vendada para a coletividade. Ela sobrevive da valorização excessiva dos desejos individuais. Podemos viver sozinhos?
Enquanto meditarmos intimamente, também nos moldes políticos, somente nos “sonhos” pessoais, seremos conduzidos sempre como gado. E sem percebermos. Acredito que podemos sonhar um pouco mais, porém, precisamos de partes colaboradoras, não detentoras.
O PolitiCaém segue sua plena atividade, com simplicidade e humildade. Cremos que Caém carece de comunicação, da manutenção evolutiva dos nossos ambientes comunitários, das vozes caladas que podem contribuir e da juventude que enxerga seu protagonismo.



sexta-feira, 12 de setembro de 2014

O peso da Morte




Eduardo Campos (que Deus o tenha) morreu e o nosso espírito emotivo logo culminou. Nada contra o ilustre e eterno amado do povo pernambucano que por lá tanto fez, até porque bem antes dele firmar-se sua candidatura eu já discutia com Rafael (o gênio da política) afirmando que meu voto era dele. O que me impressiona é a hipocrisia do povo através das famosas redes sociais, aliás, hoje em dia é moda não conversar mais. Como o homem que tinha menos de 10% nas pesquisas divulgadas passou a ter mais de 40% nas intenções de voto caso ele ressuscitasse?  

Fácil saber: "A morte abre a porta da fama e fecha a da inveja". 

Mesmo o político que tem suas contribuições benéficas para com o seu povo tem que morrer para ser reconhecido nesse país. Fica a dica para quem pretende ser bem visto na sociedade. Morram!

Pronto; agora até o sorridente Aécio Neves por alguns instantes achando que iria se dá bem com a morte de Eduardo fez lá o seu teatro frente às câmeras. Meu irmão, meu camarada, crescemos juntos na política, tinha muito que crescer e bla bla bla bla blaaaa......De nada adiantava, Aécio se perdeu fazendo campanha em algum pedaço desse pequeno grande país, ou quem sabe ele já entrou perdido.   

Particularmente, por um instante achei que Dilma nem precisaria mais fazer campanha, era uma reeleição certa. Mas, e o PSB? Ganhou mesmo perdendo! Perdeu o seu melhor político, sua força partidária, mas ganhou a comoção nacional. Já na primeira pesquisa Marina (escolhida com um pé e meio atrás do partido inicialmente) iguala matematicamente o mineiro Aécio Neves, na segunda já iria para o segundo turno com Dilma, hoje Aécio e o PSDB já estão mais preocupados nos ministérios e demais cargos que irão possivelmente ocupar apoiando a futura presidente do PSB que sua própria campanha.

Reza a lenda que os últimos serão os primeiros. Quem viver verá!



Por Neto Muricy

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Filosofia Política




Pensei em muitos temas para este artigo, mas relendo um velho livro, chamado “O Mundo de Sofia”, ocorreu-me a ideia de discorrer sobre esse tema em questão.

De forma abrangente o sentido da palavra Política está ligado a “debate”, “discussão de ideias”. Mas, de acordo com o dicionário, Política é a ciência que governa os povos, a direção de um Estado. É originada da palavra grega pólis, que significa “cidade”. Portanto, diz respeito às relações existentes entre os indivíduos inseridos num contexto social. A Filosofia Política é justamente isso, a preocupação do homem em discutir o papel social e coletivo dos integrantes de uma sociedade.

Todo ser humano é um político (no sentido amplo da palavra), mas a maioria tem medo de discutir acerca dessa palavra. Muitos a antipatizam. Mas como?  Se quando falamos da novela, do futebol, da corrupção... estamos sendo políticos, por via das discussões de ideias - para que possamos fazer isso, precisamos entender o mínimo que seja de política. Só assim poderemos participar, interpretar as decisões tomadas e concebê-las como boas ou ruins.

Para Aristóteles, todo homem é um “ser político”. Portanto, se por natureza, o ser humano também faz-se um animal político-social, porque não falar sobre a famigerada política? Não se discute pela isenção de preparo, desde cedo, para o debate progressivo das ideias, e pelo medo, constituído da pobreza de argumentos. Somos estranhos dos argumentos, simplesmente, pela falta de leitura, por não estudarmos tais assuntos.

Daí, infelizmente, vem outro problema, a confusão que a maioria provoca entre política e politicagem. Politicagem não passa de uma imagem invertida e distorcida da ciência política. Insistindo em citar o dicionário, ele diz que politicagem é o mesmo que manobras de interesses pessoais, de troca de favores, ou de realizações insignificantes - o que não queremos, nem podemos ver, é a maligna politicagem se transformar em política. A população, muitas das vezes por ignorância, habitua-se a presenciar conchavos e ser manipulada como moeda de troca. O que é um absurdo!

Para quem ainda não sabe a diferença, vamos às comparações: fazer POLÍTICA é distribuir de forma igual, as verbas recebidas, na POLITICAGEM é, irredutivelmente, acobertar a corrupção; POLÍTICA é discutir melhorias em prol de uma sociedade como um todo, POLITICAGEM é contar mentiras mascaradas de verdades, roubando o sonho e a esperança do povo. 

Enfim, a politicagem sobrevive graças a existência mesquinha dos “politiqueiros”.

A verdadeira política só se faz por quem conhece, por quem tem talento, por quem tem vocação. É uma prática que se manuseia com projetos, esperança, com o futuro. É uma arte que demanda competência, essencialmente.

O meu desejo é por uma sociedade com mais consciência política e menos politicagem!




terça-feira, 3 de setembro de 2013

O que falar de nossa atual Caém

FOTO: Flávio Cajado


Saudades de falar à Caém. Culpa das ocupações e sensibilidade de quem vos fala, em entender que é sempre bom dá tempo aos seus leitores. Evita-se o enjoo.

Temos bons ventos em nossa terra, naturalmente como sempre ocorre nos inicios das gestões. Venho interagindo, como de costume, com muitos diferentes de mim e sempre ouço boas novas, típicas das novas ideias, do jeitinho que nossa Caém merece. Quando o silencio flutua, é sinal bom, típico do controle. Como um bom vaqueiro domando um cavalo arredio, somente pelas suas rédeas.

Falando de controle, a pauta das conversas políticas atuais é atribuir ao nosso novo prefeito uma ímpar inteligência – “como ele é esperto Rafael!” Me dirigem tanto os “oposicionistas”, que sempre torceram o nariz, quanto os que se dizem da situação, mas que depositam, disfarçadamente, é claro, desconfiança no líder –. Não penso assim, me desculpem, não é porque desacreditamos integralmente ou em parte ao que foi proposto por Arnaldinho em tempos de campanha, e até em sua trajetória política, que tenhamos de descaracterizar um bom início de governo. Não tenho problema em ressaltar que a faixa inaugurativa agrada, nem foi feito tanto, nem é humano fazer algo grande em apenas oito meses de administração, entretanto, a boa postura adotada por um representante político, quando observa um município ou entidade como uma empresa que precisa crescer e obter lucros, me alegra.

Esperamos que a seriedade vire obstinação, e o estilo improdutivo, que sempre dominou e em nada pôde colaborar com nossa terra, por quase cinco décadas, com breves exceções, sirva de aprendizado para esta nova gestão. Sabemos o quanto e para quantos essas novas ações são capazes de incomodar. Como entender a cabeça dos que insistem em torcer contra, quando o progresso de nossa velha terra é o nosso próprio progresso?

Por isto, entre muitas outras variáveis, devemos, enquanto cidadãos e, assim, detentores da observação contínua de nossa Caém, lutar contra tudo que arda negativo, incentivar o que é feito de boa fé e minar quem/o que sempre tenta destruir, em detrimento de recompensas pessoais.


Antes que o coro da discórdia se prolifere, me antecipo: se hoje venho a agir com concordância, é, sob a minha opinião, pela certa sensibilidade com vem sendo conduzida a atual administração, porém, quando o errado, através das más decisões, teimar em aparecer no mirante de nossa prefeitura, a cobrança firme, pelo menos de minha parte, também se apresentará. 



Rafael Muricy tem 27 anos, nasceu em Caém, é Consultor em gestão pública e blogueiro dos Portais PolitiCaém e ElefanteVerde SalvadorDiscute política no contexto social.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Brasileiros X brasileiros



Como é minúsculo o poder das instituições, comparado ao das massas mobilizadas. A observar o quanto estas manifestações, alimentadas pelo vigor de uma geração pré-caracterizada pela passividade, reproduzem sua insatisfação com tudo, podemos atentar-nos para nossa realidade, nossa vida, nossos problemas e soluções.


Por algum razoável tempo nos declinamos, apenas, às causas individuais, exclusivamente às que incomodam nosso convívio íntimo familiar. Avistamos insurreições mundo afora com o ar de inveja, de acomodação. Pois sim, em algum momento a nação plural, tracejada pelas imunidades político-sociais acordaria. E de fato acordamos. Inicialmente sob a narração fascista de muitos jornalistas e cientistas políticos “independentes” – como um certo Marco Antônio Villa, historiador paulista e colunista da soteropolitana Rádio Metrópole, quando descreveu, logo de inicio,  em um de seus comentários a conceituada rádio, o movimento e os manifestantes como “criadores de problemas e grupelhos de extrema esquerda”, respectivamente (OUVIR COMENTÁRIO) – tentando a todo custo enfraquecer e diminuir os embaraços sofridos pela multidão, despejada, a priori, nas ruas de São Paulo.

Essa nossa mídia, e muitos de seus intelectuais, como o supracitado Villa, – rodeada de interesses e acordos –  foi vencida pela real democracia da internet. A espontaneidade disseminadora foi sagaz, pura, agindo como imã nas ruas.

Daí, defronte aos fatos, fotos e gritos das multidões cada vez maiores, atropelando suas ideologias (se é que existem) e/ou personalidades, todos se debruçaram em favor do povo, cuspindo exaltantes comentários, iluminados pela febre do populismo. Caracterizaram o NOVO lado da imprensa do Brasil, como o novo relato do mesmo Villa, apenas ao caminhar oito dias do desaforo supracitado e assinado pelo próprio (OUVIR COMENTÁRIO).

“O povo acordou”! Bradam – Incrível a diversidade de interpretações que os interessados diretamente têm, mediante o encontro desses interesses (totalmente individualistas).

Em suma, o que vale realmente é sabermos induzir uns aos outros à direção dum futuro próximo digno, como simples cidadãos brasileiros, sem precisar maquiar um patriotismo que, por si só, não condiz com os exageros artificiais, contextualizados, fria e cinicamente, pela hipocrisia burguesa e seus pariceiros. É difícil, mas vale muito a pena romper os inúmeros obstáculos – principalmente os camuflados –, nos reconhecer como humildes integrantes de um coletivo e seguir o caminho da integração mútua nas ruas.

Todos nós temos missões individuais, porém, elas só se concretizarão com a luta unificada de todos os verdadeiros brasileiros.




Rafael Muricy tem 27 anos, nasceu em Caém, é Consultor em gestão pública e Blogueiro dos Portais PolitiCaém e ElefanteVerde Salvador.
rafaelmuricy@rocketmail.com


sexta-feira, 31 de maio de 2013

“Arraiá do Papagaio” no Sítio do Papagaio






Junho, o mês dos nordestinos, o mês do nosso, por alguns anos esquecido, São pedro volta a despertar expectativa e ansiedade de todos os filhos da terra das flores. Este ano os caenenses vivenciarão novamente, um dos maiores símbolos culturais de sua terra, um enxague de alegria a quem tem o trabalho árduo como tarefa diária, nos 365 dias do ano. Nosso São Pedro voltou...

A pouco foi lançada, de forma profissional e organizada, como deve ser, a tradicional festa junina de Caém. A nova administração caenense vingou o planejamento estratégico e sua força de vontade para reconstruir uma festa que muitos já não acreditavam em ressurgir. O empenho, a dedicação, a audição e o respeito ao legado São Pedrense, tenho certeza, foram locomotivas para esta ressurreição cultural.

A observar os instintos do evento, me permito expor uma grata surpresa, o tema da festa: “ARRAIÁ DO PAPAGAIO”. Grande escolha! Durante quase 20 São Pedros organizados em nossa terra, os mesmos foram alternados por temas divergentes, nada tradicionais, desvinculados totalmente do contexto histórico-cultural caenense. Agora vejo que 2013 veio para desbancar essa insensibilidade quase que perene; o outrora Sítio do Papagaio, precursor da "Nossa Metrópole", merecidamente é lembrado e homenageado – Espero que se torne permanente e, independente do prefeito ou grupo político, a feliz denominação Arraiá do Papagaio se perpetue.

Nos resta, agora, torcer e fazer acontecer o sucesso, esbaldar-nos de confraternização nos reencontros tradicionais e mostrar mais uma vez, através de nossa alegria contagiante, como se faz o melhor São Pedro do Brasil.

Entre várias discordâncias que existem e deverão existir, desta vez me prendo aos elogios ao prefeito e sua equipe, mostrou que mesmo em paralelo às dificuldades – utilizadas como pretexto e mastigadas exageradamente pela gestão anterior, aonde tentaram (sem êxito) maquiar e/ou omitir a falta de projeto, criatividade e planejamento – é possível proporcionar clássicos momentos de visibilidade à Caém, renda aos caenenses e lazer e alegria à todos.








Rafael Muricy tem 27 anos, nasceu em Caém, é consultor em gestão pública, blogueiro do PolitiCaém e do Portal Elefante Verde, além de ser admirador da arte política com ideais.