segunda-feira, 30 de abril de 2012

Juventude transviada



Como Luiz Melodia canta por entre as letras de sua musica juventude transviada, em sua primeira estrofe, quase como uma suplica. “Lava roupa todo dia, que agonia [...]”. 

É assim que me sinto quando penso na juventude transviada de hoje, uma agonia enorme de bater sempre na mesma tecla, de lavar a mesma roupa todos os dias e infelizmente não sentir o cheiro da limpeza.
Até quando nós vamos dormir? Até quando vamos ler textos como este, acharmos bonito e deixar que caiam no esquecimento? Até quando vamos fechar os olhos e deixar que os outros façam nossas escolhas?  O jovem reclama que não tem respeito, mas será que o mesmo faz respeitar-se? Não é difícil enxergar em uma roda de amigos, aqueles mais politizados, esclarecidos, com um discurso empolgante, com uma pitada de ingenuidade e rebeldia típica da juventude, mas mesmo estes se deixam cair no abismo do esquecimento, uma vez que hoje nesse mundo globalizado o que mais importa são as atitudes, um discurso bonito hoje pode ser compartilhado por muitos, mas se não sair do papel ou da tela ilusória dos computadores e aparelhos eletrônicos que cada vez mais tem aproximado quem esta longe e afastado quem esta perto, de nada adianta. Não foi um discurso que derrubou a tirania do Egito, foram atitudes. 

É isto que nós, jovens de hoje, precisamos ter cada vez mais, “ATITUDE”, devemos mostrar nossa força política para que sejamos respeitados, começando por nossas casas. Por que você tem que seguir o lado político de seus pais? Será que você tem autonomia para votar mas não para escolher o melhor para você?
Devemos eleger aqueles que nos enxergam como classe e/ou grupo de respeito, aqueles que tem algo a oferecer de verdade para essa carente sociedade. Devemos cada vez mais fazer valer nossas vontades, sozinhos somos apenas jovens, juntos somos um poder inimaginável, não só no âmbito político, mas no que quisermos ter e ser.
Lembre-se não basta ler ou escrever, tem que fazer, e o primeiro passo só quem pode dar é VOCÊ.          
  
Por Joel Roque de Andrade Junior

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Nas entranhas da política Caenense.


Pescoços duros. Admiro. Gosto de conversar, manifestar e ouvir opiniões distintas que possam agregar algo. Caém, em datas especiais, ainda é mais aconchegante e interativa. Na semana santa foi assim, e, por vivermos um ano político, nos deliciamos com mais intensidade. Tantas conversas, discussões, em maioria, regadas a cerveja e ego – Eu sou o melhor; o meu é o melhor. Peguei-me rindo bastante, pensando, por ora, e, questionando, quando me assolara instintos jornalísticos. O que não faz um admirador pela política.
Como disse antes, a conversa me atraiu, principalmente aos que fazem a política Caenense acontecer. Vi confiança, proposta. Vi idealismo. Interessante e surpreendente! Mas, como tudo não são flores, não vemos coisas acontecerem, como disse, um dia, Getúlio Vargas, um dos maiores, pra não dizer o maior presidente da historia desse país, “tudo se precipita e nada se move”. É, a característica do cenário político Caenenese, até agora, se resume em garganta e poder de convencimento, inclusive entre os pré-candidatos. Um tenta convencer o outro que é o melhor. Que tarefa difícil!
Nos próximos dias, terá mais uma tentativa de unidade, por parte da oposição, uns três ou quatro postulantes a prefeitura de nossa terra, tentarão estabelecer diálogo, se infiltrar no consenso, esfregar pesquisas de intensões de voto. Será que rola? Tenho minhas dúvidas, estão muitos separados, paralelos, confiantes e, o pior, míopes. Não quero alvoroçar, mas, sinto que precisamos de mais.

E o povo?  O que se sente dele? Muitos decididos, mas podem migrar, por conveniência; alguns duvidosos, pelo cenário nebuloso; e, por fim, outros, que pensam, calculam, observam e retratam de forma minuciosa e mediada pelos seus interesses, as ações dos pré-candidatos. Não tem nada decidido, isso é certo, mas parece incerto pela desunião.


Como toda visão jornalística, panorâmica, a que me inspirei nesses dias, observei, também, mais até do que interagi, o outro lado: a situação, e sua “tranquilidade” dramática, assustada com qualquer ação de seus oponentes. Estão firmes, focados, porém, sempre olhando para trás, pro lado, soando desconfiança no povo. Como desconfiar do povo? O povo não deve confiança a ninguém, pelo menos não devia. Muitas vezes as necessidades são compradas, e a única arma que temos – o voto – é vendida. Pobre sina!


Enfim, vamos aguardar. É o que nos resta, como pobres mortais. O que esperamos, pelo menos, é uma campanha de nível, agregadora, interativa com os caenenses e suas necessidades, e, principalmente, bem intencionada. À luta Caém!




Por Rafael Muricy.


domingo, 8 de abril de 2012

Parabéns Caém, 50 anos de emancipação política.



Em um momento distante, disperso, destemido, uma alusão à vida me refletira com intensidade. O que nos faz afetar, respeitar, interiorizar, com fomento, a figura abstrata representada por matérias visualmente intrínsecas, enfraquecidas pelos descuidos pertinentes de seus filhos? Vêm-me intuitivamente letras que reproduzem, unidas, a ternura da palavra solene e doce que transcende a simples admiração e grita aos nossos ouvidos, Amor.

Inegavelmente, Caém tem esse dom. O dom de atrair, de conquistar, por mais castigada, destratada e impiedosa que, em algum momento da história, ela possa estar. A intensidade com que o, outrora, sítio do papagaio defende àqueles que carregam, pelo mundo, o orgulho de ser Caenense é impar. Como é bom descer a última ladeira, já em seu vasto território, e encontrá-la da forma que for. A incondicionalidade a transforma, e ao mesmo tempo, afirma sua magistratura.

Os 50 anos de história emancipatória se definem por momentos, máximos momentos. À trajetória complexa, difícil, esbarrada por íngremes passagens no país e no mundo, nossas continências; aos que fizeram, literalmente, força, aos que torceram, mesmo sem agir, aos que vieram e tornaram seus e aos que colheram o que plantaram, obrigado! Devemos – principalmente nós jovens que fizemo-nos após os introdutórios momentos da história Caenense – muito a vocês.

8 de abril, que dia! Hoje parece brilhar mais forte, fazendo nossa Caém transcender sobre seus pares, ofuscando, sem desmerecer, as cidades vizinhas, digo, todas as outras cidades. Hoje seus filhos se cumprimentam com mais afetividade, a sentir a renovação da aliança, da união e da sua fraternidade referencial. Somos irmãos, filhos da mesma mãe, matrimoniada com a luta, com a bravura.

Parabéns Caém, por conceder as praças, como salas de estar, a deliberar, assim, momentos gratos ou não, marcados por sorrisos e lágrimas, brigas, beijos e abraços.

Parabéns Caém, por conceder as ruas, como quartos, a abrigar pensamentos e preocupações e, principalmente, por nos fazer seguros, escoltando-nos com seus escudos naturais.

Parabéns Caém, por nos conceder os rios, os lagos, as cachoeiras, como nossos quintais, prontos a sustentar nossos corpos, soltos e espalhafatosos, dispostos somente a agir.

Parabéns Caém, por construir uma família, por instaurar a informalidade na relação entre todos seus filhos, por gerar cidadãos que ao espalharem-se pelo mundo, propagandeiam com amor suas naturalidades. Seu papel, Caém, já foi cumprido. Resta-nos reciprocar o resguardo e o trato cuidadoso, a exemplificar tudo o que nos foi concedido.

Obrigado Caém, por existir, por nos fazer existir. Nossa honra transborda sobre teu seio e o prazer de te ver linda, contente sob as passadas tranquilas te teu povo, nos concede o orgulho perene e indescritível.


Por Rafael Muricy.
rafacaem@yahoo.com.br




sexta-feira, 6 de abril de 2012

Caém 50 Anos !


Estas são algumas de suas formas, imagens e histórias. O orgulho estampado em cada filho, natural ou adotado, nesta antevéspera do esperado 8 de abril, escancara a honra de sermos Caenenses. Contemplaremos Caém pelas declarações sinceras e emocionantes de seu povo.

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Contemplemos a sua bela natureza, através do bravo Rio Caém, que corta, com suas rasas águas, a mágica cidade das flores.



"Vale a pena dizer do fundo do nosso coração: "Eu amo Caém" e temos orgulho de morar aqui"

Lucas Santiago.


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“O amor por Caém está acima de quaisquer problemas que a cidade apresente, pois foi lá que me criei, onde pude desfrutar de uma infância fantástica, foi lá que cultivei minhas maiores amizades, e que até hoje carrego comigo no peito, junto com a minha cidade, Caém.”
Nilton Batista Matos Filho.


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Caém, cidade onde nasci, me criei, construi o que mais amo - minha família - , conquistei meus melhores amigos e realizei meus maiores sonhos. Hoje, minha querida Caém, é seu aniversário, e sinto-me orgulhosa de fazer parte de sua história. Parabéns.
Jane Andrade


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“Que neste dia todas as bênçãos de são Gonçalo, sejam suas. Parabéns Caém.”

Chicão Pereira.



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“Eu continuo firmemente pensando em modificar o mundo e acho que para mudar o mundo, primeiro tenho a obrigação de ajudar a mudar minha cidade, que já foi considerada a cidade das flores e hoje no seu cinquentenário venho com muito orgulho oferecer as Flores que sempre mereceu minha querida Caém, Parabéns Caém pelos seus 50 anos.”

                                                                                          Victor de Andrade Ferreira “Bebe Óleo”.



VIVA CAÉM!



Contemplemos a sua reverenciada cultura, através da bela FAMCA – Fanfarra Musical de Caém, que desfila, com leveza e talento, pelas suas arborizadas ruas.



“Cidade onde cresci e aprendi a gostar mais do que qualquer outro lugar, muito obrigado Caém, por ter me proporcionado os melhores momentos de minha vida. Parabéns Caém”

Leandro Vasconcelos.


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“É tempo de reviver a história. Sentir orgulho. Comemorar as conquistas alcançadas nesses 50 anos. Mas também é tempo de refletir e planejar os próximos 50. Parabéns Caém. O amor que nos une é a motivação maior pra continuar te servindo.”
Pablo Piauhy.

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“O Caém é uma cidade pequena, onde a vida flui com simplicidade. O tempo não atropela ninguém no arrastão da pressa. Os quintais têm frutas e flores, as pessoas têm amores. Os sorrisos atraem a paz. Sua história tem a grandeza da coragem, desde o início, buscando seu lugar, e seguindo em frente, pois sua gente está pronta pra lutar e prosperar.”

Mariana Matos Oliveira

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“Câmara Municipal. Há 50 anos o Destino de Caém passa por aqui. Parabéns ao povo e ao Município de Caém, pelos seus 50 anos de Conquistas. A Câmara de Vereadores é parceira nessa história.”


Câmara Municipal de Caém.

terça-feira, 3 de abril de 2012

VIVA CAÉM!

Nesta semana que antecede o seu cinquentenário, contemplaremos suas formas, suas imagens, sua história. O orgulho estampado em cada filho, natural ou adotado, nas proximidades deste 8 de abril, escancara a honra de sermos Caenenses. Todos os dias, a começar de hoje,  até o próximo  e esperado domingo, publicaremos suas imagens e declarações sinceras e emocionantes de seu povo.


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Contemplemos a sua história, inicialmente, através das contentes chegadas e tristes partidas da antiga Estação Ferroviária (atual Centro Cultural). 







 “Amo Caém com todo o meu ódio e a defendo com toda minha raiva!”

Neto Muricy.

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“Quero nessa data em que comemoramos o cinquentenário da emancipação política de caém, brindar com todos, essa conquista, não esquecendo pessoas importantes que tiveram participação decisiva nesse processo, Belizário Muricy, Drº João Matos, Deputado Manoel Novaes, Deputado Chico Rocha, Drº Armando Xavier Oliveira (todos in memoriam), não esquecendo dessa pessoa que foi seu primeiro prefeito, Sr. Arnaldo de Oliveira, enfim muitos. Festejar os 50 anos de emancipação de Caém, é renovar na esperança de podermos todos que amam essa terra, buscar contribuir para seu desenvolvimento, social e político. Parabéns Caém, Parabéns irmãos caenenses, povo hospitaleiro e amigo. Um abraço a todos.”
  
Arnaldinho Oliveira. 

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“Parabéns Caém ! Linda, nova e maravilhosa Caém, "CAéM"tre nós tu és um mistério, caem as folhas, caem os dias e as estações mudam, mas não conseguimos mudar o que sentimos por ti minha linda Caém. Os mais nostálgicos dizem que você já foi muito melhor, olha é dificil acreditar que algo tão bom poderia ter sido melhor... Mas pego-me a pensar e parece ter razão o que eles dizem. É verdade, acho que quanto mais o tempo passa, vou preferindo a Caém do passado, aquela caém de minha infância, aquela doce e inocente Caém. Que mistério... Caem às folhas, os dias, as estações; você muda Caém! Para pior ou melhor? Não sei, mas meu amor por ti não muda, é tão belo e misterioso como você, Caém! Parabéns por meio século de vida.”

Joel Roque de Andrade Junior. 

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"Hoje poderia ser feriado nacional.Pois no mundo não tem uma cidade como você! Parabéns Caém."
 
Carlos Alberto de Paula Almeida (D'paula).

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"O maior patrimônio que um lugar pode ter é o seu povo. Mesmo com todas as dificuldades, peripécias decorrentes da vida, se há um povo feliz, a riqueza abunda. Além da natureza esplêndida, em todas as veias da cidade pulsa com vigor a vida. Para mim, Caém representa isso, pessoas guerreiras e felizes, local pacato e acolhedor. Pelos cinquenta anos de emancipação, meus parabéns, querida terra!"

Mathias Cerqueira.

quarta-feira, 28 de março de 2012

“Ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição genética” (Che Guevara)


25 de março de 1922. Data histórica que marcou a oficial instalação, pelo PCB (Partido Comunista Brasileiro), de uma filosofia ou, como prefiro, ideologia que em sua essência pura ressalta o poder do homem, não contra, mas a favor próximo. Faço-me de um dos históricos ressaltos de Che Guevara, “Se não há café para todos, não terá para ninguém”. Me desperto para as várias e prazerosas discussões que participei e participo, sempre a introduzir, como declara meus “oponentes”: utópicos conceitos, simples e talvez imaturos à “grande” sociedade contemporânea e seu norte-americanizado regime.
Me pego pensando, com intensidade, em minha vida, se me fosse concedida a honra de viver anos atrás. Meu real sonho! Sempre tive a concepção de convergência aos levantes de tempos passados, naqueles que o alimento humano era sua ideologia e suas atitudes como tal. As lutas, os desafios, os ideais unilaterais e intensos, todos movidos por coragem e perseverança. É, os tempos mudaram, e o que vale se restringe ao que se tem, QUE POBRE! Entretanto, por mais que não nos agrade, somos parte integrante e, por via da vulnerabilidade humana, participamos ativamente deste percurso.
Por mais que desperte, neste momento, profunda vontade de me aprofundar em algumas inoportunas idéias, não é essa a intensão. Sim, quero apenas cumprimentar minhas convicções e pontuar a importância comunista nestes 90 anos de história em nosso país, sem estendimento as suas “representações partidárias” atuais, que, por percalços da história, se desvalorizaram e não condizem com o conceito original. Não convêm, a mim, agora, ditar detalhes técnicos do processo histórico, tampouco, atitudes de outrora, despertadoras de plurais interpretações, porém, são notórias, principalmente pros correspondentes da história, as maquiagens e remendos do capitalismo. Assim vivemos, nos comprando e nos vendendo!
A verdade é que em momentos distorcidos, como os atuais, não seria inteligente nos abstermos a revoluções que podem significar mudanças valorosas no processo econômico-social, como disse um dia Marx: “As revoluções são a locomotiva da história”.  Se pensarmos uma vez por semana em política e em nossas convicções, sejam elas quais forem, nos pouparemos de um pífio futuro.
Comecemos pela nossa cidade, indaguemos, aos postulantes, propostas reais e significantes, modelos e ideais que escoltam. Será um bom inicio CAENENSES.

PorRafael Muricy.
rafacaem@yahoo.com.br

segunda-feira, 19 de março de 2012

Criatividade Caém.


O pensamento pequeno e subsistente de se pensar e agir, sempre impregnado em muitos, por inferências derivadas desde fatores culturais até a ausência de iniciativa e comprometimento com as molduras da vida, caricatura, cada vez mais, o nosso passivo País. Sempre fui daqueles que pensa de forma diferente, entusiástica, de modo a transvaliar sobre o meu potencial e de outras infinitas coisas que me faz o gosto; CAÉM é uma delas, sempre me fez raciocinar e, por restritas ocasiões, falar.
Há sempre discussões válidas, mesmo que sem nexo, envoltas a nossa cidade. Palavras que, por vez, soam subdesenvolvimento e adesismo ao CAÉM de todos os tempos, estagnado, sem perspectiva e preocupado, exclusivamente, com o imediatismo e suas causais obrigações. As ações da história refletem concretamente nos dias futuros, e o futuro é, quando não previsto, mais intenso e duro. Pesquisas mostram que 90% das vezes em que agimos, pensamos nele, e, o quanto ele pode nos impressionar. Ao interagir sobre o futuro, me vêm os princípios, pelo menos teóricos, da administração e seus processos gestores, estes fazem qualquer empresa privada ou pública funcionar.
Eis a manchete que correu a Bahia e regressa o supracitado 90%, via o Jornal Correio da Bahia, totalmente desmembrada a méritos político-partidários: “Pelo menos 90% dos municípios baianos não sabem administrar seus recursos financeiros.” E CAÉM, segundo a Firjan, entre os 5.565 municípios do País, tem a 5209° posição no Índice de Gestão Fiscal, na Bahia envolve-se entre os nove piores, mesmo tendo a maior receita própria entre seus pares - Neste momento, um esclarecimento é dever da gestão.
Os principais quesitos analisados foram, a receita própria, os gastos com pessoal e os investimentos municipais. Os três constituem bases importantes para a governabilidade. Entre várias, destacam-se duas importantes pontuações: A insistência ao modelo falido e caro da anti-profissionalização do funcionalismo púbico e a falta de investimentos municipais. Ora, é legítimo que se profissionais técnicos forem responsabilizados por funções específicas e burocráticas – característica do serviço público – mais eficiente e barato será desempenhado o trabalho. Outrossim, os investimentos são quesito pétreo, tanto por se caracterizar em gerar trabalho e renda , quanto por garantir uma perspectiva de crescimento ao município.
As dificuldades nos municípios brasileiros são, realmente, notórias, mas não podem servir de obstáculos para a elaboração de projetos que se viabilizam por meio de planejamentos arrojados e transparentes. Um planejamento bem feito transforma dificuldade em organização e o inatingível, fatalmente, será atingido. Se não fizermos força, com a ajuda do preparo, organização e da criatividade, não atrairemos turistas dispostos a gastar, por não termos nosso principal evento turístico (São Pedro), tampouco projetos relacionados; e emprego por não termos políticas públicas de atração de investimentos. Enfim, quando atravessarmos esta etapa do imediatismo e tratarmos os investimentos como plantações possivelmente férteis, teremos uma cidade bem melhor.
A intercessão de opiniões, elevando o respeito aos representantes públicos, com reciprocidade é claro, afinal somos nós que os escolhemos, pode elevar CAÉM ao topo desta tabela. É o que eu, com meu idealismo, sonho! Independente do Gestor.
Por Rafael Muricy.
rafacaem@yahoo.com.br

sexta-feira, 9 de março de 2012

Vá com Deus, Olindo Gomes

"Ausência física, ausência da voz, das risadas e do piscar de olhos, saudade da amizade que ficará na lembrança e em algumas fotos."

Hoje logo cedo, começamos o dia com a triste notícia que o querido e velho amigo Olindo Gomes Filho, mais conhecido como "Olindinho" havia falecido... E é com imensa tristeza, que viemos aqui, deixar nossos sinceros votos de conforto para toda a família e amigos. Vá com Deus Olindinho.

Att, Equipe PolitiCaém

sexta-feira, 2 de março de 2012

Sim, de novo dois.

 

O cérebro humano, quando em vez, com suas próprias interpretações mau feitas, compõe estratégias pífias, que em nada podem contribuir para a sociedade. Surgira a moda, pela elite política brasileira, de não revelar, antecipadamente, possíveis candidaturas em eleições municipais. Penso, possivelmente pra não ser deseducado e atribuir outro termo, ser desgastante se revelar, com antecedência, postulante a um cargo eletivo de expressão no Brasil. De certa forma, se faz compreensível esta estratégia, logo, o estereótipo político aqui não se compatibiliza, linearmente, com coragem e honestidade, além de proporcionar, aos eleitores, pouco tempo de pesquisa.
Para referenciar temos, em São Paulo, uma figura ilustre, para os seus. José Serra – principal suspeito de se apropriar de recursos públicos por meio de paraísos fiscais e lavagens de dinheiro proporcionadas pelas exageradas privatizações do governo usurpador de FHC, como cita o grande repórter investigativo e escritor Amaury Ribeiro Jr., em seu livro fruto de uma detalhada e perigosa investigação nas entranhas da, sempre, surpreendente política brasileira, “A PRIVATARIA TUCANA”. Recomendável – conhecido, atuante na política paulista, e, eterno candidato, só isso, em eleições presidenciais, é profissional na arte supracitada. Não avezo culpa-lo. Não! A terra da garoa, aonde o trabalho, dizem, ser o principal lazer, tem Serra, pelo menos é o que as urnas mostram, como seu porto seguro, e ele, com seu estilo intimidador, manobra sua gente, tão “inteligente”.
Parei, raciocinei, e incuti uma relação, contrária claro, com nossa linda CAÉM. Sempre, quem acompanha sabe, no preâmbulo de ano eleitoral, ficamos preocupados, inusitados, a tentar descobrir se as memórias das urnas eleitorais serão capazes de armazenar informações de tantos candidatos a prefeito. Será? Indagamo-nos. Ah... mas logo o boliche principia, as fichas começam a cair e, pelas desilusões embatidas nas procissões de pré-campanha, todos, exceto dois “guerreiros”, regressam a cidadania comum. Neste ano temos alguns nomes, personalidades nobres, indispostos, pra variar, a amesquinhar suas candidaturas. Estão certos, temos que escoltar nossa cultura.
No labirinto de proposições intensas, creio que o mais interessante, em uma eleição, é poder ser leal, com si próprio e seus seguidores. A demonstração do desejo de poder realizar um sonho – eleger-se – cultivado a propostas sensíveis, coerentes à realidade de nossa terra e inteligentes, pode sim, resultar, mesmo que em longo prazo, na conquista da confiança das pessoas. O principal, nestas atitudes, é a perda do receio de rejeição provocado, sempre, pela visão imediatista de nossos candidatos, mau sabendo estes que assim constrói-se a diferença e, consequentemente, abduz a população a um processo político aberto, participativo e sustentável.
É, mas o processo cultural se mostra imponente e duro. Certamente, baseados nas irresistências naturais dos nossos políticos, os caenenses já estão ensaiando desvendar o(s) medroso(s) da vez. Quem? Esse ano até que não são muitos, os que pleiteiam chefiar nosso município, temos uma quase exceção, entretanto, não fruo dúvida a quantidade de candidatos: 2 (DOIS), aposto! Não vejo, sinceramente, peito, tampouco raça em um possível terceiro candidato em nossa terra. Pelo visto, infelizmente, minha língua não será queimada. Que pena! 


Por Rafael Muricy.
rafacaem@yahoo.com.br