segunda-feira, 10 de julho de 2023

O que tem aí pra mim?


Já pela terceira parte da biografia póstuma do grande geógrafo baiano Milton Santos, nascido em Alcobaça, município pequeno e interiorano da Bahia, como Caém, escrita pelo jornalista Waldomiro Santos Junior, encontrei o conceito resumido do termo cultura: “manifestação coletiva que reúne heranças do passado, modos de ser do presente e aspirações, isto é, o delineamento do futuro desejado.” A síntese, de tão clara e objetiva, o que diz muito sobre a genialidade do homem que a cunhou, desvenda a característica tridimensional da cultura, bem como a integração necessária do tripé que a constitui. Em outras palavras, sem passado não há cultura; sem futuro, tampouco.


Milton envereda, na sequência da obra supracitada, para as críticas consistentes ao modelo de globalização vigente que o mesmo chamou de perversa, na medida em que os países desenvolvidos e mentores desta globalização impõem sistematicamente ao mundo, através da indústria cultural, um padrão internacional de consumo que corrompe de fora para dentro as pessoas e as tradições culturais locais.


Este texto não vai por aí. Pretende apenas se valer do rico conceito de cultura, sustentado pelo tripé - passado, presente e futuro - para fazer breves reflexões sobre a realidade cultural caenense e por que não do território do Piemonte da Diamantina, o qual o município de Caém está inserido. 


É verdade que enormes mudanças se desencadearam numa velocidade brutal nas últimas décadas, principalmente após o final da segunda guerra mundial e o avanço da tecnologia, com o advento da internet e da exploração sem precedentes de petróleo e de minerais pela indústria. Entretanto, muitos países e comunidades ficaram para trás, basicamente pela fragilidade socioeconômica derivada de processos históricos injustos ou por não enxergarem o movimento do tempo e suas grandes transformações. 


Caém, ainda sem ser Caém, nasceu como pequeno aglomerado urbano antes dessa eclosão. O ouro, o manganês, o “emprego” gerado pela construção de uma ferrovia, a demanda comercial gerada pelos próprios ferroviários e suas famílias recém instaladas precariamente e a densidade de água encontrada nos rios e mananciais da região, foram componentes cruciais para o nascimento da nossa comunidade. Daí nossos ancestrais foram chegando e povoando, dando forma, criando novas condições, formulando regras, compartilhando atividades e relacionamentos, produzindo alimentos, desenvolvendo a economia, construindo o ambiente público e, por consequência, constituindo a nossa cultura.


Mais de 100 anos passaram, pouco mais de 60 anos de emancipação e independência política, pleno século XXI, no contexto de um planeta muito habitado, super conectado e bem diferente daquele mundo que praticamente não existe mais. 


E como chegamos até aqui, agora? 


Bem, esta é uma questão ampla e apta a considerar muitas respostas. A justa forma como cada um de nós nos reconhecemos e compreendemos a história, faz nascer o apreço pelo nosso lugar comum no mundo. Leia-se Caém. A  aplicação desta pergunta é a chave para alcançarmos nossas aspirações.


Outra verdade é que temos mais 2 perguntas a fazer; qual o nosso modo de ser? e o que aspiramos?


Estas perguntas não devem ser respondidas somente por mim ou por você, separadamente. Estas perguntas devem ser debatidas com seriedade e integridade pelo maior número e a maior diversidade de caenenses possíveis, com o objetivo de abrir as portas para o futuro que já chegou. 


Podemos restaurar nossas boas heranças, recuperar nosso patrimônio histórico, cultivar as memórias altivas de caenenses como Belisário Muricy e tantos outros. Podemos promover o encontro, que ainda não aconteceu, da juventude urbana e rural com as suas raízes e origens. Podemos educar e capacitar estes mesmos jovens para manusear cada vez melhor os instrumentos públicos, para aplicar de maneira mais estratégica as políticas, para construir caminhos mais produtivos. 


Para tanto, é preciso reconhecer os problemas e trabalhar na solução. Aposentar a condição de privilegiado ou de pedinte e virar cidadã e cidadão. Exigir ao Estado nossos direitos e cumprir com nossos deveres. Mudar a postura da governança atual. No lugar da passividade do “tem o que aí pra mim?”, que traz como consequências obras aleatórias, superfaturadas inacabadas e muitas vezes elefantes brancos, ou do improviso e da gambiarra, que só precariza o serviço público, adotar o “sabemos o que queremos e pra onde vamos”, numa postura proativa, sustentada por um plano claro e realista de cidade, constituído de programas, projetos e serviços públicos que gerem impactos estruturantes e resultados positivos.



Por Rafael Muricy










quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

Entre o sossego e o progresso


Do debate sobre aonde começa e termina o Município de Caém, fincado em nobre fatia do Território do Piemonte da Diamantina, reflete uma indecisão. 

É certo que a vida é de qualidade e se depara com boas relações neste interior baiano e saboroso. 

Famílias que tendem a ser unidas, contato genuíno e genioso, frequente e as vezes quente, entre gente de predominante sentimento bom. 

É normal que em ambientes como este seja difícil decidir, entretanto, a vida em sociedade demanda escolher caminhos para as novas gerações.

No Distrito de Gonçalo chega enfim estrada decente, que vai ligar com asfalto uma BR ao interior caenense. 

Empresas estrangeiras voltam a enxergar nosso recursos minerais, especialmente o manganês, já explorado até meio século atrás. 

O turismo rural engatinha, filhas e filhos da terrinha, emancipados ou não, já transitam entre idas e vindas com mais dinâmica e fuidez.

No meio dessa movimentação, se amostra no centro da Praça Desembargador Sousa Dias a dúvida: preservar o emblema da pacatez que já ensaia se escorrer pelos dedos ou embarcar definitivamente pelos labirintos do desenvolvimento?

Pra qualquer uma das respostas vamos nessecitar de muito planejamento.


quarta-feira, 8 de julho de 2020

Um olhar sobre a “Proposição de agenda 2020-2021 para ações de enfrentamento do Coronavírus no município de Caém-BA”, de autoria de Adinoraide Oliveira dos Santos, Gilvando Inácio de Oliveira, Marlucia Ribeiro Sobrinho e João Silva Rocha Filho.



O quadro teórico está referenciado basicamente por despachos públicos oficiais, estudos científicos e pesquisas estatísticas interligados a órgãos nacionais e internacionais como a Secretaria de Estado da Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde e Organização Mundial da Saúde - WTO, consórcios e comitês de gestão pública, mídias informativas e especializadas e universidades.

A ênfase inicial é para as características do vírus, a destacar sua ofensividade e intenso poder de transmissão e as altas taxas de mortalidade em idosos e portadores de doenças crônicas e pulmonares. São mencionados também problemas causados pela instabilidade político-administrativa do Governo Federal e sua face excessivamente ideológica provedora de medidas por vezes distópicas e extremamente confusas sobre a opinião pública e popular da sociedade brasileira. Por consequência, aumenta a exigência por mais organização e poder de ação dos estados e municípios no que tange a gestão transparente de recursos, rapidez nas decisões e conscientização eficaz das comunidades e suas cidadãs e cidadãos já fartamente atingidos pela desigualdade social e educacional.

O documento demonstra ações a serem incluídas e/ou complementares ao Plano Municipal de Enfrentamento do Covid-19, caso já exista, assim como apresentadas e discutidas de forma proativa pelo Poder Legislativo Municipal e a Sociedade Civil Organizada, a fim de minimizar os possíveis danos causados às vítimas e os profissionais de serviços essenciais com ênfase aos trabalhadores da área de saúde.

A agenda expõe de forma didática a necessidade de ação cooperativa e sistematizada entre todos os órgãos públicos municipais, a que pode ser denominada “Comissão de Enfrentamento” intersetorial, intendida pela Secretaria Municipal de Saúde, sob a coordenação geral do Gabinete do Prefeito Municipal e interligada às políticas deliberadas pela Secretaria de Estado da Saúde, Ministério da Saúde, Sistema Único de Saúde - SUS e Organização Mundial da Saúde, e apresenta, de maneira substantiva, um Plano de Ação conciso e planilhado a conter procedimentos educativos e comunicacionais acolunados em 6 tópicos que buscam delinear O QUE FAZER / COM QUEM FAZER / COMO FAZER, são eles: Objeto; Responsável; Parceiros; Etapas; Prazo; e Produtos.

Contudo, fica transparente a relevância, legitimidade e alcance deste documento o qual, dentre inúmeras outras proposições pertinentes, evidencia a indispensabilidade da implantação do Centro de Referência do Covid-19 para atender especial e dignamente os pacientes suspeitos de contaminação; e a Criação do Núcleo de Comunicação responsável por documentar, analisar e divulgar através de live e material digital e gráfico, ao menos uma vez por semana, em dia fixo, o panorama geral, o avanço cronológico da pandemia e as medidas tomadas pela administração municipal.

De mais a mais, a agenda, ainda sob extrato de proposição, sugere a Secretaria Municipal de Educação nas considerações finais, a levar em conta a importância do tema e a formação acadêmica e militância a causas educacionais dos autores, a “construção coletiva e participativa de um projeto, com plano de ação, recursos necessários e orçamento previsto, para o retorno das aulas com cumprimento da carga horária de 800 horas referente a 2020, bem como o ano de 2021.” A garantir o aprendizado e segurança dos alunos, professores e colaboradores.

Por fim, registro minha admiração e agradecimento, como cidadão e membro da Nova Frente Caenense, pela decisão sensível de elaborar este documento, as conterrâneas Adinoraide dos Santos - Pesquisadora da SECTI e a Vice Diretora do Colégio Municipal Pe. Alfredo Haasler Professora Marlucia Ribeiro, ao conterrâneo, companheiro de luta e Diretor Sindical Professor Gilvando Inácio e ao Diretor do Campus IV da UNEB Professor João Rocha.

Por Rafael Muricy

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Uma nova geração.



Nivelar por cima, de cabeça erguida e focando na essencialidade. Nunca ofuscar nem omitir o que mais interessa neste momento de tanta aflição e luta. Se a politicagem é tão grave em nossa cultura, vamos refletir a causa desse tipo de postura em tempos de pandemia e de demanda coletiva em prol da própria sobrevivência humana. Podemos chamar isso de miopia, ignorância, estupidez, vaidade e até suicidio e arrogância. Mas passa. Tudo passa, nem que custe gerações.

São estes os instantes que mais padecem de equilíbrio e liderança. Princípios que definem literalmente a continuidade da nossa vida e desbravam o segredo da evolução da nossa espécie. Somos animais, mas não devemos cair de joelhos aos instintos irracionais, propiciados exclusivamente aos nossos queridos bichinhos. Compreendamos nossa imperfeição e infelicidade. Honremos o nosso racional, doemo-nos a coisas importantes, mesmo que custe por vezes uma deprimente realidade. Abramos os olhos, apuremos os nossos ouvidos e, por favor, escutemos os gritos dos histéricos e o clamor dos sensíveis. Estendamos cada dor e tentemos cuidar usando nossas poderosas mãos, estas não foram feitas somente para a ação de auto servência. 

Se for para rebaixar-se a cobiça e a ganância, mesmo em tempos de guerra, jamais nos rebaixaremos. Pelo contrário, nivelaremos por cima, a custa da solidariedade e espírito de mudança afetiva. Lutaremos até o último instante por entender que o último momento é a chave para um reinicio; a introdução de um novo ciclo, a redenção dos valores e evaporação do orgulho. Nem tudo precisa ser meu, eu não necessito de tudo. Tudo pode ser nosso, e nós podemos ter tudo. 

Nos unamos aos solidários, aos que entenderam a tempo que dividir é multiplicar e que jamais seremos melhores sem ninguém verdadeiramente ao nosso lado, a nos valorizar. Saiamos enfrente, miremos em amplitude, questionemos a realidade comum em que vivemos e fixemos na intenção primaz de ajudar

Abra o que sempre esteve fechado, traduza os enigmas com a curiosidade da sua sabedoria. Saia do tédio e da conveniência. Sugira algo, reivindique sua colaboração ímpar e aceite ajuda sem se sentir em dívida. Seja credor dos seus sonhos.

É na mudança que encontramos a resistência e a resiliência. Confie que será melhor. Pense, acredite, receba e compartilhe.  É vitória certa!


Rafael Muricy
membro da Nova Frente Caenense

quinta-feira, 12 de março de 2020

Fabio Queiroz é o Pré-Candidato da Nova Frente Caenense



A NFC lançou oficialmente nestas quinta feira (12.4) a pré-candidatura de Fabio Queiroz a prefeitura de Caém. Segue a nota:

"NFC É FABIO QUEIROZ!!
A Nova Frente Caenense, grupo plural formado por empreendedores e empresários, jovens profissionais de diversas áreas e representantes de associações e partidos políticos, criado em 2017 para elaboração e discussão de um novo modelo de gestão para o município de Caém, declara apoio a pré-candidatura do Vereador Fábio Queiroz a prefeitura da nossa querida Caém nas eleições municipais deste ano.
Desde 2019 a NFC vem construindo um Plano Piloto de Governo a ser apresentado a sociedade caenense, sustentado por diretrizes fundamentais para uma gestão proativa e descentralizada, focada na produtividade econômica, valorização do meio ambiente, respeito a educação e eficiência administrativa.
Fabio Queiroz foi escolhido a representá-lo pelo seu histórico de representatividade, pela sua afeição e apreço as novas ideias, pelo seu talento como líder político e, principalmente, pela sua participação intensa nas reuniões, encontros e sincera interação no processo evolutivo deste robusto projeto de mudança para nossa terra.
A NFC APOIA UMA NOVA VOZ. 
VAMOS JUNTOS COM FÁBIO QUEIROZ!"

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

De frente pro Rio. Nem de costas nem de lado.

Luz dum futuro aglomerado 
O palco do líquido pujante 
Bem no ventre de um vale dotado
Águas puras em volume 
Rio de lágrimas humildes 
Pedras casadas ou amantes

Beleza variada 
Mato de musgo crescente  
Cobertura de terra nativa 
Alimento da vida escassa
Caminhos de flor colorida

Atmosfera gritante
O tempo imune das nuvens
Aconchego da água e das pedras
Atraiu mulheres e homens

Rica, fértil, de nutrientes embebida
Veio os agricultores, antes do povo mineiro
Do governo os projetistas
Da demanda os construtores 
Do embalo os comerciantes 
As ideias dum engenheiro estrangeiro

Já tinha a capela
Que por ordem mudou de vista
Virou igreja moderna
Estaçao no horizonte
Ar desenvolvimentista

Veias paralelas
Uma era a linha férrea
A outra já parecia pista
Entre elas, espremida
Nossa principal arteria
Pulsante e a mais viva

Se criou o povoado
De querer se fez vila
Ao pensar em ser cidade
O povo se viu emancipado 

De um lado a vista da serra
Debaixo a ferrovia 
Do outro o calor do morro
A serpente por entre o roçado 
em forma de rodovia
Nas costas de ambos os lados
Desprezado
Nosso Rio agonizaria

Ana Rosa disse 
Enquanto a nossa igreja Matriz 
Fosse virada para este lado 
Caém nao desenvolveria

E a natureza proclama 
Com ela nao há hipocrisia
Se nao virarmos de frente pro rio
Nosso bem mais sagrado
Teremos de vida poucos dias 

rafael muricy

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

#sessaodequinta5 - CÂMARA DE CAÉM HOMENAGEIA E É HOMENAGEADA



Em clima de fim de ano, com o plenário decorado e iluminado, a última sessão do terceiro ano da atual legislatura da Câmara de Vereadores de Caém ofereceu duas moções de congratulaçoes.

A primeira foi concedida a Radio Jaraguar Gospel FM. Emissora que completou 10 anos de existencia e está localizada na cidade de Jacobina. No entanto, foi remodelada neste ano quando se especializou na comunicaçao direcionada ao publico, principalmente, evangélico. Representando o veículo homenageado, entre elas a funcionária da rádio e caenense Cleide Moreira, esteve o Pastor Jairo Ribeiro, diretor da Jaraguar FM. 

Em paralelo, o empresário e cidadão caenense Denis de Domingas, nascido no Gonçalo, também foi homenageado pelo trabalho social desempenhado e denominado Natal Solidário. O mesmo foi o fundador há 10 anos do projeto que hoje se destaca como o que mais arrecada e distribui alimentos e brinquedos no nosso município. "Comecei com 200 cestas básicas e hoje, graças a parceria de amigos, chegamos ao número de 10 mil cestas básicas distribuídas entre famílias carentes de Caém, Gonçalo, Piabas e ainda vários outros municípios…". Merece muitas palmas!!

Sobre as boas açoes de Denis de Domingas o presidente da nossa Casa de leis Silmar Matos, que assim como o vereador Fabio Queiroz se declarou amigo de infância do homenageado, o encorajou a seguir com o projeto enfrente, além de chamar atençao para o que denominou de aproveitadores da política: "nao deixe a política interferir no seu belo trabalho social... muitos tentam tirar proveito dessas situaçoes e tentam aparecer simplesmente na hora da entrega da cesta básica", concluiu Silmar, taxativamente.

No mais uma ótima notícia foi divulgada na parte final da sessão. A Câmara de Caém foi duplamente vencedora do prémio A.S. da cidade de Jacobina. Segundo a premiadora, entre 10 câmaras municipais avaliadas na micro região do Piemonte da Chapada Diamantina, Caém levou os prêmios de produçao legislativa e vereador destaque. O ano acabou com festa e reconhecimento do Poder Legislativo Caenense.

Destaque da semana-

Vai para dois vereadores premiados. A A.S. Oliveira Revistas e Jornais elegeu Pablo Piauhy como vereador destaque no ano com 61 indicaçoes e 7 projetos de lei e o presidente da câmara Silmar Matos como gestor legislativo de excelência do ano 2019.  Estao de parabéns!!

Feliz natal e ano novo de luz a todos!


Sessao de quinta
rafael muricy

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

#sessaodequinta4 - INVESTIR NO PRESENTE PARA COLHER NO FUTURO



A semana da Câmara foi destacada por dois temas controversos da atual gestao do município de Caém: Limpeza Pública e Esporte. 

Dois cidadãos subiram a tribuna da Câmara Municipal para, respectivamente, explanarem os temas supracitados, o senhor Jackson, Líder comunitário e proprietário da empresa responsável pela limpeza pública do nosso município e a Senhora Lucinha, professora e ativista do esporte principalmente com crianças do Gonçalo

No primeiro assunto da sessão do dia, limpeza pública, a pauta genérica e que levou o líder comunitário Senhor Jackson a tribuna foi a dúvida se o mesmo exercita o comando e o controle financeiro da empresa consorciada do município encarregada da limpeza pública, a qual é proprietário legal, ou se apenas é usado como laranja da administração publica do município. Sobre isto cabe aos vereadores esmiuçarem um pouco mais os fatos. 

O que parece é que esta instabilidade administrativa vem gerando problemas na prática e na realidade das ruas do município, além dos desleixos relativos a ordem pública e a imagem física da cidade de Caém. O lixao praticamente invadindo a sede e até um tal muro que nao se segura em pé, como denunciou o vereador Lolinha: 

"a cidade parece estar abandonada, as cobranças nao sao atendidas, as respostas nao sao respondidas... a exemplo do descaso do muro da comunidade Sao Joao Batista que custou quase 150 mil reais e já caiu duas vezes... as pessoas estao se queixando, é um sério problema de gestao... irresponsabilidade, falta de comprometimento…".

Já a Professora Lucinha, na pauta de esporte e cidadania, pediu apoio para o campeonato que ela organiza e que está próximo da final que acontecerá no próximo dia 20.12 na sua localidade, e chamou atençao para a decadência principalmente do futebol caenense. 

Alguns vereadores criticaram o potencial desinteresse da juventude pela prática do esporte e a monetizaçao dos clubes e atletas existentes. Sobre esse tema esta coluna alerta para a ausência integral de incentivos municipais e fazer a ponte entre programas federais e estaduais e projetos, ideias e açoes internas do município voltados a criança e o adolescente - em Caém, infelizmente, nao há impulso institucional decente para que iniciativas como a de Profª. Lucinha, Baiano Goleiro, Pacheco, Antonio Neto, entre muitos outros, deem resultados a médio e longo prazo. E que resultados sao estes? É claro e óbvio, esporte forte, juventude ativa e alto nível de exercício cidadao das novas geraçoes. Para que sejam adultos íntegros e capazes.

Destaque da semana-

Vai para o vereador representante do Gonçalo Jonilton, proponente de solicitaçao de emenda direcionada a membro da Assembleia Legislativa, aonde por via desta foi disponilizada uma ambulância para servir a populaçao do Gonçalo e adjacencias. Parabéns vereador, cabe aos representantes políticos perseguir a tarefa de estreitar o espaço entre serviços públicos e a populaçao!


Sessao de Quinta
rafael muricy

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

#sessaodequinta3 - CÂMARA MUNICIPAL FARÁ CONCURSO PÚBLICO



Nesta quinta tivemos uma sessão harmônica e festiva e bem produtiva. Após uma sequência de sessões tensas e saneadas por discussões que impediam consensos, esta primeira semana de dezembro foi marcada pela homenagem a uma grande cidadã caenense.

Dois projetos importantes foram aprovados em segunda e última votaçao no dia de hoje, sendo o primeiro Projeto de lei do executivo 014/2019 que dispõe sobre distribuição de 200 terrenos na sede do município; e o segundo Projeto de Lei do legislativo 013/2019, indicado pelo seu presidente Silmar Matos, referente a matéria inédita no poder legislativo caenense que tange sobre criaçao de plano de cargos e salários e abertura de concurso público para vagas de provimento de cargos efetivos na Câmara Municipal de Caém.  Ambos aprovados por unanimidade.

A homenagem aconteceu por meio de Moçao de aplauso em reverência ao legado histórico de 90 anos de vida de Dona Nininha pelas açoes, trabalho prestado nas área de saúde, social e política no município de Caém. A mesma se fez presente acompanhada de dois de seus cinco filhos, entre eles o ex vice prefeito Wilobaldo.
Quantos caenenses nao vieram ao mundo pelos braços amorosos de Dona Nininha?!

Houve também, por fim, a presença esclarecedora da enfermeira bonfinense, porém residente e cidadã caenense, Glaucia Sá, solicitada pelo vereador Toinho Araponga, a prestar esclarecimentos importantes sobre os serviços disponibilizados pela Policlínica do Consórcio do Piemonte da Chapada sediada na cidade de Jacobina. Na oportunidade a profissional destacou as dificuldades e críticas enfrentadas neste momento inicial de funcionamento da Policlínica, respondeu perguntas, detalhou todos os serviços disponíveis ao município e convidou os vereadores a visitarem as instalações deste novo equipamento de saúde da nossa região. 

Destaque da semana-

Vai para a ex vereadora e homenageada do dia Dona Nininha. "Considero  todos vocês como meus filhos e filhas, tenho muito carinho e amor por todos, fico muito feliz e agradecida de receber esta homenagem e poder recordar tantas coisas boas que vivi."
Obrigado Dona Nininha e parabéns pelos seus 90 anos de idade - Caém lhe abraça com fervor!!


Sessao de Quinta
rafael muricy

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

#sessaodequinta2 - QUEM QUER TERRENO??



Com um bom público presente enfim definiu-se a grande questão do momento que se refere ao projeto de lei número 014/2019 disposto sobre doação de 200 terrenos na sede do nosso município. Por unanimidade a doação foi autorizada pela câmara de vereadores após ser anexadas emendas que detalhou com mais aprofundamento as regras de escolha dos beneficiários do projeto.

A bancada de situação, representada pelo seu líder Pablo Piauhy, concordou que apesar de na sessão passada as emendas já existirem, houve evolução e mais transparência com as proposições incorporadas pela câmara de vereadores ao corpo do projeto original elaborado pelo poder executivo. Ademais, sublinhando discretamente a lentidão e ineficiência dos procedimentos públicos, o vereador citou um acordo de desapropriação do mesmo terreno, documento datado de abril de 2014, portanto ainda da gestão passada, corroborando que foram necessários mais de 5 anos, as vésperas de um ano eleitoral, para a documentação ser liberada.

Ao que destacou o vereador Toinho em tom esperançoso: "agora que todas as solicitações e documentos foram atendidos… vejo o sonho desse povo bem perto…".

O que a população deve atentar-se e os vereadores fiscalizar é que o poder público municipal nao use a doação de terrenos para barganhar votos na eleição municipal do próximo ano. O povo, principalmente as famílias beneficiadas, deve se conscientizar que é dever do estado viabilizar políticas de moradia e distribuiçao de terras a todos aqueles que nao têm.

A oposição se defendeu da série de ataques e acusações vindos em maioria das redes sociais nesta última semana. "Tem que subir por si próprio, nao querendo derrubar os outros", respondeu o vereador Lolinha que também alertou sobre o perigo do projeto ser utilizado politicamente - "estamos de olho na maladragem"

A apresentação e anexação de todos os documentos pendentes de compra e venda (exceto ainda a escritura), o tamanho padrão de todos os terrenos (8mX16m) especificado no texto proposto e na planta, a alteração de 4 para no mínimo 1 ano de residencia fixa no município e, principalmente, a divisão em 3 faixas de renda dos potenciais beneficiários foram, aparentemente, os pontos fundamentais para mudança de postura e consequente aprovação da matéria polêmica por parte dos 4 vereadores da bancada de oposição, além do presidente da casa. 

O vereador Fabio Queiroz, líder da oposição, deu ênfase a falta de eficiência da gestão atual, criticando a descuidada situação física do terreno, a qualidade da planta apresentada e o ritmo lento dos trabalhos de um município que infelizmente, segundo o próprio, há tempos "anda a passos de tartaruga".

Assim, entao, ficou definida a quantidade disponibilizada de terrenos por faixa de renda:
*de 0 a 3 salários mínimos - 30 terrenos
*de 0 a 2 salários mínimos - 50 terrenos
*de 0 a 1 salário mínimo - 120 terrenos
- Em todas as faixas serão disponibilidades:
*5% para idosos 
*5% para deficientes físicos

Destaque da semana-

Vai para o presidente da Câmara Municipal vereador Silmar Matos que enfatizou o papel fiscalizador e legislador da Câmara, ressaltando a responsabilidade delegada a cada um dos vereadores de lutar por transparência, lisura e justiça social nas matérias que tramitam na casa. "este (a mao direita) é o projeto original, cheio de brechas e que nao teria meu voto e este (a mao esquerda) é o projeto emendado, com documentos anexados, a planta e toda a segurança possível para que sejam beneficiadas pessoas verdadeiramente de baixa renda e nao meia dúzia de puxa sacos como de costume em Caém, no Gonçalo e em Piabas" justificou Silmar Matos. 



Sessao de Quinta.
rafael muricy